AGUARDA FORMALIZAÇÃO
Pivetta prega cautela sobre secretariado diante de possível saída de Mauro
Da Redação
Diante da possibilidade de o governador Mauro Mendes (União Brasil) deixar o cargo em abril para disputar uma vaga ao Senado, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que eventuais mudanças no secretariado serão tratadas com cautela e em alinhamento com o atual chefe do Executivo. Pivetta é apontado como o nome favorito de Mauro Mendes para a disputa ao governo do Estado, mas sua candidatura ainda depende de validação dentro da articulação partidária liderada pelo União Brasil.
Questionado sobre a reorganização do secretariado, já que pelo menos cinco secretários se colocaram como pré-candidatos a deputado estadual, Pivetta minimizou a necessidade de decisões imediatas. Segundo ele, enquanto não houver definições formais, o governo segue funcionando normalmente.
“Se é pré-candidato, não é candidato ainda. Estou muito tranquilo. Meu entrosamento com esse governo é total. Eu e o Mauro temos uma parceria de 15 anos de trabalho juntos, o que facilita muito. Vamos aguardar”, afirmou.
O vice-governador reconheceu que acompanha o cenário político e administrativo, mas ressaltou que não há decisões tomadas neste momento. “É óbvio que a gente está atento, estudando tudo de forma automática, mas não muda muito. O governo está estabelecido”, completou.
As declarações ocorrem em meio à repercussão do projeto da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, que não foi encaminhado à Assembleia Legislativa na semana passada, como era esperado. O tema tem gerado cobrança por parte de categorias do funcionalismo e reacendido o debate sobre a valorização dos servidores. A cobrança é quanto a perdas acumuladas, que somam 19.52%. Já o Governo afirma que a RGA será de 4.26% e não apresentou propostas para o período acumulado.
Ao ser questionado sobre o compromisso com o funcionalismo caso assuma o governo e, posteriormente, seja eleito, Pivetta destacou a importância dos servidores públicos para a gestão estadual. Ele lembrou sua experiência à frente do Executivo municipal e afirmou que pretende manter uma relação de respeito com a categoria. Sem um acordo, a Federação dos Trabalhadores Públicos já cogita realizar greve.
“Os servidores públicos são peças essenciais para qualquer governo. Trabalhei 12 anos em uma das melhores cidades do Brasil e os servidores foram meus parceiros durante todo esse período. Uma das premissas é respeitar quem trabalha para o Estado, e isso continuará sendo feito”, declarou.
Pivetta reforçou que, até que haja uma definição oficial sobre a saída de Mauro Mendes e o futuro do comando do Palácio Paiaguás, o foco permanece na continuidade administrativa e no diálogo interno dentro da base governista.



