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PROTESTO NESTA QUARTA

Servidores do Judiciário decidem ir à greve mesmo após ordem judicial para suspensão; vídeo

Kamila Araújo

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Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso confirmaram que a paralisação prevista para esta quarta-feira (21) será realizada, apesar da decisão que declarou o movimento ilegal. A mobilização está marcada para começar às 8h, com concentração em frente à Assembleia Legislativa, onde também ocorrerá ato conjunto com outras categorias do funcionalismo estadual.

A ordem para barrar a greve foi proferida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo. Na avaliação do magistrado, o sindicato não demonstrou ter esgotado as tentativas de diálogo com a administração, tampouco apresentou documentos exigidos, como o estatuto da entidade e um plano que assegure a manutenção de atividades consideradas essenciais durante a paralisação.

Mesmo com o entendimento do Judiciário, a direção do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat) afirmou que a decisão da categoria é seguir adiante com o protesto. O presidente da entidade, Rosenwal Rodrigues, declarou que a posição foi construída ao longo de assembleias e reflete o descontentamento com a política salarial do governo estadual.

Segundo ele, o principal motivo do movimento é a cobrança da Revisão Geral Anual de 2026 e a recomposição de perdas acumuladas ao longo de vários anos. “Os servidores irão se reunir e, durante o ato, vão deliberar sobre os próximos passos. A assessoria jurídica já está analisando todas as medidas cabíveis”, afirmou.

Reação ao veto do governo
A paralisação ocorre após o Executivo estadual vetar o reajuste de 6,8% referente à RGA, índice que havia sido aprovado pelos deputados estaduais no ano passado. Para o sindicato, o veto representou quebra de expectativa e aprofundou a defasagem salarial enfrentada pela categoria.

O protesto desta quarta-feira também contará com a participação de entidades ligadas à Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (Fessp-MT), ampliando o caráter do ato para além do Judiciário.

Impacto nas unidades
O quadro funcional do Judiciário mato-grossense reúne cerca de 5.500 trabalhadores. Desse total, aproximadamente 1.500 ocupam cargos comissionados e não devem aderir à paralisação. Ainda assim, a previsão do sindicato é de que mais de 3 mil servidores efetivos interrompam as atividades, o que pode afetar o andamento de audiências, atendimentos e serviços administrativos.

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