Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

PARADO PELA PRF

Vereador é preso por dirigir carro oficial com habilitação suspensa em viagem para Brasília

Da Redação

0

Quatro vereadores de Cáceres se envolveram num episódio que deixou a Câmara Municipal em alerta durante uma viagem institucional à Brasília, no dia 30 de novembro de 2025. Conforme as informações levantadas, o carro oficial seguia com destino a um congresso quando o motorista responsável teria relatado cansaço e necessidade de parada. Nesse momento, o vereador Jorge Augusto (PP) teria se oferecido para conduzir o veículo.

Segundo o auto de infração, o parlamentar estaria com a Carteira Nacional de Habilitação suspensa por penalidade anterior ligada à condução sob efeito de álcool. Ainda assim, ele teria assumido o volante.

Durante o deslocamento, a Pajero branca da Câmara foi parada numa fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na região de Barra do Garças, a cerca de 508 km de Cuiabá. A documentação do veículo estaria regular, mas a checagem do condutor teria apontado a suspensão da CNH, o que resultou na lavratura de autuação.

No âmbito do trânsito, dirigir com CNH suspensa é infração gravíssima prevista no Código de Trânsito Brasileiro. O artigo 162, inciso II, descreve a conduta e aponta penalidade de multa multiplicada e apreensão do veículo. No campo penal, o caso pode ser enquadrado, em tese, no artigo 307 do CTB, que trata de violar suspensão ou proibição de obter habilitação, o que depende da análise dos documentos e das circunstâncias formais do fato.

A apuração também indica que os vereadores Professor Domingos, Manga Rosa e Franco Valério, todos do PSB, que estariam na viagem, teriam tratado o episódio internamente, com a decisão de arcar com a penalidade e manter o caso sem comunicação formal à Presidência da Câmara. O problema é que o silêncio não segurou o assunto, e a situação teria vindo à tona quando a multa foi encaminhada oficialmente ao Legislativo, surpreendendo a direção da Casa, que não tinha conhecimento prévio do ocorrido.

Procurado pela redação, Jorge Augusto confirmou que assumiu a direção do veículo oficial, mas apresentou uma justificativa diferente do que circulava nos bastidores. Em resposta formal ao Departamento de Frotas da Câmara, o vereador alegou que o servidor designado para conduzir o carro, A.T.R., teria apresentado mal-estar súbito, atribuído a um quadro de hipertensão, o que teria tornado inviável e arriscada a continuidade da condução por ele. Segundo o parlamentar, diante da situação emergencial, ele teria dirigido de forma pontual para preservar a segurança do deslocamento e a integridade do servidor.

Jorge Augusto, que já atuou na coordenação e fiscalização de trânsito, sustentou que não tinha ciência, naquele momento, de eventual restrição administrativa em sua CNH e afirmou não haver dolo ou má-fé. Ele ainda diz que a autuação da PRF está sendo tratada na esfera administrativa própria, sem decisão definitiva até agora, e que não houve dano ao erário, nem acidente, nem prejuízo patrimonial relacionado ao episódio.

Já o presidente da Câmara, Flávio Negação, divulgou nota afirmando que tomou conhecimento formal do caso na segunda-feira, por meio da Ouvidoria. Disse que determinou apuração interna, com oitiva dos envolvidos e garantia de defesa e que, depois da coleta de informações, haverá análise técnica e jurídica para eventual adoção de medidas, incluindo a possibilidade de abertura de Processo Administrativo Disciplinar, se necessário. O presidente também declarou que a Câmara vai prestar esclarecimentos após a apuração e reafirmou compromisso com transparência.

Para esclarecer o que ocorreu dentro do veículo e o que foi feito após a autuação, a redação encaminhou questionamentos aos vereadores Professor Domingos, Manga Rosa e Franco Valério. Apenas Franco respondeu. Ele confirmou que Jorge Augusto assumiu a direção e confirmou a abordagem e a autuação na região de Barra do Garças. Disse que não sabia, naquela ocasião, sobre suposta CNH suspensa, afirmou que não presenciou eventual comunicado formal à Presidência e declarou que “todos ajudaram a pagar” a autuação. Na avaliação dele, não houve “extremidade” no caso e não teria ocorrido dano ao erário. Professor Domingos e Manga Rosa não quiseram se manifestar até o fechamento da matéria.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação