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IMPUNIDADE?

“Como uma pessoa dessa periculosidade estava em liberdade?”, questiona Virginia Mendes sobre advogado que atropelou idosa

Da Redação

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, cobrou explicações e mudanças no sistema de Justiça ao se manifestar sobre o caso do advogado que atropelou e matou uma idosa na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

Virginia Mendes prestou solidariedade à família da vítima e destacou o impacto humano irreparável causado pela violência.

“Meu coração está com a família dessa senhora. Nenhuma palavra é capaz de aliviar uma dor como essa, mas peço a Deus que conforte o coração de cada familiar e dê força para atravessar esse momento tão difícil”, afirmou.

A primeira-dama questionou as brechas do sistema penal brasileiro e a sensação de insegurança gerada por decisões judiciais.

“É difícil acreditar que um homem com um histórico tão grave estivesse em liberdade. Como uma pessoa dessa periculosidade estava solta? Essa é uma pergunta que toda a sociedade precisa fazer”, declarou.

Virginia Mendes também ressaltou que a legislação brasileira ainda segue um Código Penal antigo, de 1940, que já não acompanha a realidade atual nem garante a proteção necessária à população. Segundo ela, a falta de atualização das leis reforça a percepção de impunidade.

“Temos leis antigas, que não protegem as pessoas como deveriam. A sensação de estarmos sempre enxugando gelo é muito triste. Enquanto isso não mudar, cenas como essa infelizmente vão continuar se repetindo”, concluiu.

Atropelamento

A Justiça manteve preso o motorista Paulo Roberto Gomes dos Santos, responsável pelo atropelamento que resultou na morte da idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, na avenida da FEB. A deliberação ocorreu após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (21), menos de 24 horas depois do crime.

Ao analisar o caso, o juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal do município, rejeitou o pedido de soltura apresentado pela defesa e determinou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Na avaliação do magistrado, os elementos reunidos até o momento demonstram risco à ordem pública e justificam a custódia cautelar, conforme previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal.

Durante o depoimento prestado à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, o motorista apresentou uma versão que diverge das imagens captadas por câmeras de segurança. Ele afirmou não ter atropelado a vítima e tentou atribuir a responsabilidade à própria idosa. Segundo sua narrativa, ao abrir a janela do veículo por passar mal, a pedestre teria colidido contra o carro.

Histórico

Em 2004, Paulo Roberto foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por homicídio triplamente qualificado, destruição e ocultação de cadáver e falsa identidade de sua então namorada, Rosimeire Maria Silva. De acordo com a denúncia, Paulo Roberto agiu impulsionado por motivo torpe. Paulo Roberto Gomes dos Santos é acusado ainda de falsa identidade, já que se apresentou como Francisco de Angelis Vaccani Lima diante do delegado do caso, João Bosco de Barros, da Delegacia de Homicídios.

Paulo Roberto teria assassinado a amante porque descobrira, por meio de uma investigação particular, que ela havia saído um final de semana na companhia de um homem, com quem foi vista abraçada. Revoltado, Paulo Roberto convidou a amante para uma viagem, a qual fez com uma caminhonete emprestada de um amigo. Esse detalhe é uma das armas do Ministério Público, que o acusa de ter premeditado o crime, razão pela qual utilizou um veículo com carroceria para transportar o corpo. Chegando ao motel Requinte, em Juscimeira, os dois teriam discutido e Paulo Roberto a matou, cortando em seguida a cabeça e as falanges dos dedos. A cabeça da mulher foi jogada no rio São Lourenço e nunca foi encontrada.

Ele também já foi condenado pelo assassinato de um delegado no Rio de Janeiro. Na época, ele atuava como policial civil e matou o delegado com um tiro na nunca e foi preso em flagrante. Condenado a 19 anos de prisão, foi expulso da Polícia.

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