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CASO RAQUEL CATTANI

Sindiperitos/MT destaca papel da perícia em condenação por feminicídio em Nova Mutum

Da Redação

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O Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindiperitos/MT) reforçou a importância do trabalho pericial para a elucidação de crimes violentos, após a condenação de Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde pelo assassinato da produtora rural Raquel Cattani, em Nova Mutum. O caso foi julgado na quinta-feira (22) pelo Tribunal do Júri e teve como base um conjunto de provas técnicas que permitiu reconstruir a dinâmica do crime e sustentar a responsabilização penal dos réus.

Entre os elementos destacados durante o julgamento esteve o vídeo gravado por uma vizinha da vítima no dia do crime. As imagens, exibidas pelo Ministério Público em plenário, mostram a testemunha confrontando Romero Xavier Mengarde e o acusando diretamente pela morte de Raquel, ainda antes de qualquer prisão.

Outro ponto considerado determinante foi a prova de genética forense. Um exame realizado a partir de urina coletada na tampa do vaso sanitário da residência da vítima revelou um perfil genético masculino compatível exclusivamente com Rodrigo Xavier Mengarde. A coleta foi feita por peritos oficiais plantonistas.

De acordo com o laudo apresentado em plenário, não havia possibilidade técnica de o material pertencer a outra pessoa, o que vinculou de forma objetiva o executor à cena do crime e afastou teses alternativas levantadas pela defesa.

O trabalho da perícia também foi amplamente explorado durante a sustentação oral. Os peritos que estiveram no local fizeram análise no corpo para ver as lesões e o número das perfurações somando com outros vestígios para montar a dinâmica do fato. Eles analisaram as escoriações recentes no rosto e ferimentos provocados por golpes desferidos inclusive pelas costas e na região da nuca.

Já na análise médico-legal, realizada no IML, indicou que Raquel sofreu por um período prolongado, com intensa dor, angústia e dificuldade respiratória, enquanto sangrava abundantemente, caracterizando a extrema crueldade da ação — elemento que fundamentou as qualificadoras reconhecidas pelo Conselho de Sentença.

Para o presidente do Sindiperitos MT, Marcio Godoy, o julgamento evidencia de forma clara a centralidade da prova pericial no sistema de Justiça.

“Esse caso mostra, de forma didática, que não há espaço para achismos quando a perícia cumpre seu papel. O vídeo ajuda a contextualizar, mas são o DNA, os vestígios materiais e a necropsia que estabelecem a verdade científica dos fatos. A prova pericial reconstrói a dinâmica do crime, individualiza condutas e dá segurança técnica para que jurados e magistrados possam decidir com responsabilidade. Os peritos de Nova Mutum fizeram um excelente trabalho”, afirmou.

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