CUSTO ELEITORAL
Eleições em MT devem custar R$ 21,7 milhões; gasto médio é de R$ 8,60 por eleitor, diz TRE
Nickolly Vilela
Com orçamento estimado em R$ 21,7 milhões, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) calcula que cada eleitor vai custar, em média, R$ 8,60 aos cofres públicos nas eleições deste ano. Segundo o diretor-geral do tribunal, Mauro Sérgio Diogo, o valor foi planejado desde o ano passado e apenas corrigido pela inflação.
“O orçamento foi construído desde o ano passado. Ele gira em torno de 21,7 milhões de reais e foi praticamente corrigido só pela inflação. A gente acha que é suficiente”, afirmou.
De acordo com Mauro Sérgio, o cálculo leva em conta o atual eleitorado de Mato Grosso, estimado em cerca de 2,5 milhões de pessoas. “Se a gente dividir esses 21,7 milhões pelo nosso eleitorado, dá cerca de R$ 8,60 por eleitor. É um custo que a gente vem administrando, fazendo parcerias”, disse.
Entre os principais fatores que pressionam o orçamento, o diretor destacou a logística, especialmente em um estado com grandes distâncias e áreas de difícil acesso. “O maior custo das eleições em Mato Grosso é locomoção”, resumiu.
Segundo ele, apenas com locação de veículos e aeronaves, o gasto previsto gira em torno de R$ 2 milhões. “É para deslocamento de juízes, para o dia da eleição e principalmente para o transporte das urnas”, explicou.
Mauro Sérgio ressaltou que, embora as aeronaves já estejam licitadas, elas só devem ser utilizadas no período mais crítico do calendário eleitoral. “Não é porque está licitado que a gente vai sair usando agora. A previsão é utilizar mais em setembro e outubro”, pontuou.
A maior parte das urnas, conforme o diretor, continua sendo transportada por via terrestre. Ele informou ainda que o TRE está concluindo, neste primeiro trimestre, as licitações relacionadas à estrutura do pleito.
“Uma eleição vai desde uma simples tomada numa escola até a contratação de satélite para transmissão dos resultados”, afirmou.
No caso da transmissão, Mauro explicou que Mato Grosso conta com cerca de 108 a 109 pontos de satélite, mas que esse custo específico é absorvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Essa licitação é feita pelo próprio TSE. Dentro do que foi estudado e planejado, acreditamos que esse orçamento será suficiente”, reforçou.



