A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta terça-feira (28) que o senador Wellington Fagundes (PL) está “dando um tiro no pé” ao negociar uma composição política com o grupo do senador Jayme Campos (União Brasil) e disse que se sentiria “muito desconfortável”, com possibilidade real de não apoiá-lo, caso a aliança avance. “Falo isso porque não dá para subir no palco com os Campos”, declarou. Flávia e Wellington são do mesmo partido.
A declaração ocorre no momento em que Wellington mantém diálogo aberto justamente com Jayme Campos para tentar construir um acordo visando a disputa pelo Palácio Paiaguás. O próprio Jayme confirmou que os dois conversaram por telefone e trataram de um possível apoio mútuo, condicionado ao desempenho de cada um nas pesquisas.
Segundo Jayme, Wellington pediu apoio ao seu projeto de candidatura ao governo. Ele afirmou que colocou sua pré-candidatura “na rua pra valer” e que não faz política por vaidade. “Se você estiver melhor do que eu nas pesquisas, bacana, eu apoio você”, relatou o senador durante agenda no Araguaia.
Ainda conforme Jayme, Wellington questionou se ele aceitaria indicar a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, como vice em uma eventual chapa. Jayme disse que sim e, em seguida, perguntou se haveria reciprocidade. “Se eu estiver melhor do que você, você me apoia? Ele me respondeu que sim, desde que eu colocasse a esposa dele como vice [Mariene Fagundes]”, afirmou, sem detalhar o avanço das conversas.
As falas de Flávia expõem um ponto de tensão dentro do PL, ao sinalizar resistência a uma aliança que Wellington passou a admitir publicamente. Questionada se apoiaria o senador caso essa composição se concretize, a prefeita foi direta ao dizer que hoje não se sente confortável com essa possibilidade.
Enquanto Wellington tenta viabilizar sua pré-candidatura ao governo, inclusive buscando apoio no Palácio Paiaguás, Jayme Campos trabalha para consolidar espaço dentro do União Brasil, partido que segue dividido entre seu projeto e o do vice-governador Otaviano Pivetta, que deve assumir o governo em abril, com o respaldo do governador Mauro Mendes (União), pré-candidato ao Senado.



