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PENTE FINO

Justiça determina auditoria em emendas e corridas de rua financiadas com dinheiro público em Cuiabá

Kamila Araújo

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A Justiça de Mato Grosso determinou que a Controladoria-Geral do Município de Cuiabá realize uma auditoria detalhada nas emendas parlamentares destinadas ao Instituto Brasil Central (IBRACE) e na execução de corridas de rua organizadas por empresas ligadas ao empresário João Nery Chiroli, alvo da Operação Gorjeta. A medida integra a investigação que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo vereadores, entidades privadas e empresas contratadas para eventos esportivos.

A determinação judicial busca esclarecer a regularidade dos repasses, a execução efetiva dos projetos e a atuação dos agentes envolvidos, diante de indícios de direcionamento de emendas, uso de entidades intermediárias e possível retorno indevido de recursos.

Conforme a decisão, a Controladoria deverá examinar as emendas aprovadas pela Câmara Municipal de Cuiabá, os termos de fomento firmados com o IBRACE e todo o fluxo financeiro relacionado aos eventos realizados entre 2022 e 2025. A auditoria também deverá verificar se houve compatibilidade entre os valores pagos e os serviços prestados.

As investigações indicam que, apesar de os convênios terem sido formalizados com o instituto, a execução prática das corridas de rua ficou concentrada nas empresas Sem Limite Esporte e Eventos Ltda e Chiroli Uniformes, ambas associadas a João Nery Chiroli. Para a Justiça, esse padrão reforça a necessidade de apuração técnica sobre o papel desempenhado pelo IBRACE.

Outro ponto destacado na decisão é a existência de indícios de que etapas dos eventos teriam sido iniciadas antes da formalização dos termos de fomento, o que pode caracterizar irregularidade administrativa.

Concentração de emendas

Entre o fim de 2022 e abril de 2025, o IBRACE recebeu cerca de R$ 5,49 milhões do Município de Cuiabá. Parte expressiva desse valor teve origem em emendas parlamentares, com concentração relevante em um único vereador, fator que pesou na decisão judicial e resultou no afastamento de Chico 2000 (PL).

Para o Judiciário, o volume de recursos, a repetição dos repasses e a escolha recorrente das mesmas empresas executoras justificam o aprofundamento das investigações.

O resultado da auditoria deverá ser encaminhado ao Judiciário e ao Ministério Público e poderá subsidiar novas medidas no âmbito cível, administrativo e criminal. A Operação Gorjeta segue em andamento e apura, em tese, crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro relacionados à aplicação de recursos públicos em Cuiabá.

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