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DIREITO DO TRABALHADOR

Mais de 600 pessoas são resgatadas do trabalho escravo em Mato Grosso em 2025

Da Redação

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Em 2025, em Mato Grosso, 627 trabalhadores foram resgatados de condições análogas ao trabalho escravo em ações conduzidas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Além disso, 716 pessoas tiveram o vínculo formalizado após fiscalizações identificarem irregularidades nos contratos de trabalho.

As ações de combate ao trabalho análogo ao escravizado e ao tráfico de pessoas somaram 34 operações realizadas pelo Grupo Móvel Regional da SRTE-MT, alcançando 848 trabalhadores em fiscalizações relacionadas ao cumprimento da jornada e ao pagamento de salários. As operações envolveram auditorias em diferentes setores produtivos e tiveram como foco a identificação de práticas que violam direitos trabalhistas básicos.

Em uma das ocorrências, a Auditoria-Fiscal do Trabalho identificou fraudes graves nos controles de jornada e na remuneração, evidenciando o uso de mecanismos para mascarar a exploração laboral e dificultar a fiscalização. Ao longo do ano, 21 fiscalizações resultaram em autuações por irregularidades relacionadas à Segurança e Saúde do Trabalho (SST), incluindo falhas estruturais, ausência de equipamentos de proteção e condições inadequadas de alojamento.

O maior caso registrado em 2025 ocorreu no município de Porto Alegre do Norte (1.125 km a nordeste de Cuiabá), em agosto, quando 586 trabalhadores da construção civil foram resgatados. A situação veio à tona após um incêndio em um alojamento revelar condições degradantes de moradia, jornadas exaustivas e descumprimento de normas de segurança, o que levou à interdição do local e à adoção de medidas emergenciais de proteção aos trabalhadores.

“A identificação de fraudes em jornada e salário mostra que a exploração nem sempre é visível; muitas vezes ela está escondida em controles manipulados. Formalizar mais de 700 trabalhadores sob ação fiscal e punir essas fraudes é o que garante que o trabalho em Mato Grosso seja exercido com dignidade e segurança jurídica”, ressalta a superintendente substituta da SRTE-MT e coordenadora do Projeto de Combate ao Trabalho Análogo ao Escravizado no estado, Flora Camargos.

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