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OPERAÇÃO GORJETA

Chico 2000 procurou empresário ao ser questionado por esquema pela imprensa, diz PC

Nickolly Vilela

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Mensagens analisadas pela Polícia Civil indicam que o vereador Chico 2000 repassou ao empresário investigado questionamentos feitos por um jornalista, em uma possível tentativa de alinhar versões antes de qualquer resposta pública.

O episódio consta na investigação da Operação Gorjeta, deflagrada no último dia 27 de janeiro, que apura o uso indevido de emendas parlamentares destinadas a eventos esportivos em Cuiabá.

O contato ocorreu após um repórter procurar o vereador para pedir esclarecimentos sobre a destinação de recursos públicos ao Instituto Brasil Central (IBRACE) e a atuação da empresa Sem Limite Esporte e Eventos, ligada ao empresário João Nery Chiroli, na organização das corridas financiadas com dinheiro público.

Em vez de responder diretamente à imprensa, Chico 2000 encaminhou as mensagens recebidas ao empresário, que também é alvo da investigação. Para os investigadores, o conteúdo reforça a proximidade entre os envolvidos e levanta suspeitas de articulação prévia para controle da narrativa, em meio ao avanço das apurações policiais.

“Olha aí, Chiroli, essa gazeta, vou te contar cara. Os caras ficam buscando pelo em ovo, rapaz, olha. Eu não vou nem responder essas mensagens desse cara, aí, por que nem merece uma resposta, viu? Estou mandando aí só para você ter conhecimento, tá bom? forte abraço”, diz trecho das mensagens interceptadas.

Para a Polícia Civil, o conjunto de mensagens, documentos administrativos e movimentações financeiras indica a existência de um esquema estruturado para desvio de recursos públicos, com uso de entidades intermediárias e empresas privadas previamente escolhidas.

Chico 2000 é investigado por suspeita de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

OPERAÇÃO GORJETA

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Gorjeta, para cumprimento de 75 ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema criminoso que teve como vítima o município de Cuiabá, especialmente a Câmara de Vereadores e a Secretaria Municipal de Esportes.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apuram as práticas dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo um vereador, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas e um empresário.

Os elementos apurados apontaram que o grupo se associou com a finalidade de direcionar emendas parlamentares a um instituto e uma empresa, e o recurso era parcialmente “devolvido” ao vereador responsável pela destinação da emenda.

O cumprimento das ordens judiciais conta com a participação de mais de 40 policiais civis, lotados na Diretoria de Atividades Especiais (DAE).

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. Dentre elas estão 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso de dados armazenados em dispositivos móveis.

Também foram expedidas ordens de suspensão do exercício da função pública contra dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e um vereador, para o qual houve a determinação de afastamento do mandato parlamentar.

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