VONTADE DO POVO VAI PREVALECER
Coronel Assis acusa Lula de revanchismo e diz que Congresso vai derrubar veto à anistia
Da Redação
O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar as prisões e condenações impostas aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Para o parlamentar, o governo age movido por revanchismo político e tenta impor uma marca ideológica ao vetar a proposta de anistia que tramita no Congresso Nacional.
Desde os ataques às sedes dos Três Poderes, centenas de pessoas foram presas e condenadas pelo Supremo Tribunal Federal por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e associação criminosa, com penas que, em alguns casos, ultrapassam 20 anos de prisão. As decisões reacenderam o debate político sobre a proporcionalidade das condenações e o papel do Congresso na revisão do tema.
Na avaliação de Coronel Assis, há desequilíbrio no sistema penal brasileiro. “Enquanto uma pessoa que mata alguém, na média, é condenada a cerca de 12 anos e cumpre três ou quatro anos de prisão, nós temos pessoas que sequer participaram diretamente da depredação do patrimônio público e receberam condenações severas”, afirmou em entrevista à Rádio CBN na manhã desta sexta-feira (30).
O deputado sustenta que o veto de Lula à PEC da Anistia não se baseia em critérios técnicos, mas em uma tentativa de afirmação política. “No meu entendimento, o presidente foi extremamente revanchista. Quis marcar um posicionamento ideológico e manter essas pessoas presas”, disse.
Coronel Assis também afirmou acreditar que o veto presidencial será derrubado assim que a matéria for pautada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. “Nós temos votos para derrubar esse veto. Quando Câmara e Senado se manifestam, ali está representada a vontade da maioria do povo brasileiro. Ignorar isso é desrespeitar a democracia representativa”, declarou.
O parlamentar reforçou que o tema continuará no centro do embate político em Brasília e avaliou que a insistência do governo em barrar a anistia tende a aprofundar a polarização. “É uma disputa que o governo tenta levar para o campo simbólico, mas que será resolvida no voto, dentro do Congresso”, concluiu.



