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DESTAQUES DA SEMANA

Vereador afastado, condenação por homicídio, preso revoltado e caos no trânsito marcam a semana

Kamila Araújo

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A última semana foi marcada por decisões judiciais, denúncias de corrupção, condenação por crime brutal, crise no sistema prisional e novos transtornos no trânsito da capital. Assuntos distintos, mas com um ponto em comum: todos provocaram forte repercussão social e dominaram o noticiário e as conversas nas ruas e nas redes.

A seguir, os principais fatos que estiveram no centro do debate público nos últimos dias.

Vereador afastado e suspeita de esquema com emendas

O episódio político mais sensível da semana foi o afastamento do vereador Chico 2000, de Cuiabá, por decisão judicial no âmbito da chamada Operação Gorjeta. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), aponta a existência de um suposto esquema de direcionamento de emendas parlamentares, com indícios de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo as apurações, recursos públicos teriam sido destinados a um instituto e a uma empresa, com parte do dinheiro retornando ao parlamentar. Além do vereador, dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá também foram afastados. A Justiça determinou ainda o bloqueio de mais de R$ 676 mil em contas bancárias, além do sequestro de veículos, imóveis e outros bens. O caso reacendeu o debate sobre transparência no uso de emendas e fiscalização do Legislativo municipal.

Condenação no Tribunal do Júri por homicídio em Sinop

Outro tema que comoveu a sociedade foi a condenação de Wellington Honorato dos Santos a 19 anos e dois meses de prisão pelo assassinato de Bruna Oliveira, de 24 anos. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Sinop, no norte do estado.

O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver. O crime ocorreu após uma discussão envolvendo a venda de um ventilador. Após o assassinato, o corpo da vítima foi arrastado por uma motocicleta e escondido em uma vala. Para o Ministério Público, a condenação representa uma resposta firme do Judiciário diante da gravidade do crime. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

Interdição de cadeia expõe crise no sistema prisional

A interdição parcial do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra também gerou ampla repercussão. A decisão judicial, motivada por superlotação e problemas estruturais, impediu a entrada de novos presos e determinou a transferência de detentos para outras cidades.

Durante uma reportagem, um preso manifestou indignação ao ser removido para outro município, reclamando da distância da família e da falta de suporte. Ao mesmo tempo, o próprio detento reconheceu as condições precárias da unidade. O episódio reacendeu discussões sobre a precariedade do sistema prisional em Mato Grosso e a ausência de investimentos estruturais de longo prazo.

Avenida da Prainha interditada por risco estrutural

No campo da infraestrutura urbana, a interdição parcial da Avenida da Prainha, em Cuiabá, entrou para a lista dos assuntos mais comentados. Um dos lados da via foi fechado após a identificação de instabilidade no solo, com risco à segurança de motoristas e pedestres.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, o problema está relacionado a falhas antigas no sistema de drenagem, agravadas durante as obras do BRT. A água da chuva não estava sendo corretamente direcionada ao córrego, provocando erosões sob a pista. A interdição deve durar ao menos 15 dias e novas intervenções ainda serão necessárias no sentido oposto da avenida, ampliando os impactos no trânsito da capital.

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