Prefeito diz que denúncias já estavam sob apuração e atribui avanço da Operação Gorjeta a medidas da gestão
Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que a deflagração da Operação Gorjeta, na terça-feira (27), é resultado de providências adotadas ainda no início de sua gestão, diante de indícios considerados graves envolvendo repasses de recursos públicos. A operação da Polícia Civil tem como principal alvo o vereador Chico 2000 (PL) e apura um suposto esquema de desvio de verbas na Câmara Municipal e na Secretaria Municipal de Esportes.
Além do parlamentar, também são investigados o servidor da Câmara Alex Jones Silva; o empresário João Nery Chirol, proprietário da Chirolli Uniformes; o chefe de gabinete de Chico 2000, Rubens Vuolo Júnior; Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mario Nadaf; e Magali Gauna Felismino Chiroli. Entre as medidas cumpridas estão mandados judiciais, afastamento de funções públicas e bloqueio de bens.
Ao comentar o caso, Brunini destacou que as apurações não surgiram de forma repentina. “Esse posicionamento da Justiça a gente já tinha estartado. Inclusive, algumas das ações do próprio Poder Judiciário já tinham recomendações da Controladoria. No início da gestão de 2025, nós já investigávamos algumas dessas entidades. As denúncias eram graves e foram encaminhadas ainda em março e maio de 2025”, declarou o prefeito.
Segundo ele, os apontamentos foram formalmente enviados à Controladoria-Geral do Município, ao Ministério Público e à Polícia Civil para que as investigações avançassem. “Não era algo específico de um instituto ou outro, mas uma prática que estava acontecendo em vários institutos”, afirmou.
Abilio Brunini citou como exemplo um dos casos que levantaram suspeitas: a destinação de emendas parlamentares a uma entidade presidida, à época, pelo chefe de gabinete do próprio vereador responsável pela indicação dos recursos. De acordo com o prefeito, emendas que somaram mais de R$ 2 milhões, com participação de vários parlamentares, foram pagas nos anos de 2023 e 2024, enquanto a mesma pessoa exercia a presidência do instituto e assinava os relatórios de execução.
“Essa denúncia foi encaminhada, assim como outras. O papel da gestão foi comunicar os órgãos de controle e permitir que as investigações seguissem o curso legal”, concluiu Brunini, ressaltando que a prefeitura continuará colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.



