ANALISTA
Abilio diferencia alianças nacionais e afirma que Republicanos atua como centro-direita
Da Redação
Ao ser questionado se compartilhava da avaliação de que o Republicanos estaria mais à esquerda do que à direita no espectro político, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rechaçou a classificação e afirmou que a legenda se posiciona no campo do centro-direita, com variações regionais que refletem a dinâmica política local.
Segundo Abilio, a tentativa de enquadrar partidos em definições rígidas ignora a realidade federativa brasileira. Para ele, o Republicanos mantém, em Mato Grosso e em outros estados, uma atuação alinhada ao centro-direita, distinta da postura adotada por siglas que, embora se apresentem como de centro, operam de forma mais próxima à esquerda.
Nesse contexto, o prefeito citou o PSD como exemplo. De acordo com Abilio, no cenário mato-grossense, o partido ocupa hoje um espaço claramente vinculado à base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele mencionou o posicionamento do senador Carlos Fávaro, ministro da Pecuária, e principal liderança da sigla no estado, que já declarou apoio irrestrito ao governo federal, independentemente de disputas internas ou alianças nacionais.
“Em Mato Grosso, o PSD é esquerda. Isso está posto. O Fávaro já deixou claro que é base do Lula e que seguirá com esse projeto”, avaliou.
Abilio também destacou que o Republicanos apresenta um perfil distinto em outros estados, como São Paulo, onde abriga lideranças como o governador Tarcísio de Freitas, aliado do campo conservador. Para o prefeito, essa flexibilidade revela a natureza pragmática dos partidos no Brasil, que ajustam seus discursos e alianças conforme o contexto regional.
“O Republicanos, em São Paulo, em Mato Grosso e em outros estados, atua como centro-direita. São partidos que falam a mesma língua que a nossa”, afirmou.
Ao ampliar a análise, Abilio defendeu a necessidade de superar disputas internas dentro do mesmo espectro ideológico e priorizar a convergência política no campo da direita. Segundo ele, mais do que diferenças partidárias pontuais, o momento exige articulação em torno de um projeto nacional que, em sua avaliação, represente um contraponto ao atual governo federal.
“Eu tenho uma visão mais nacionalista. Aqui, precisamos unir a direita em Mato Grosso, independentemente das disputas internas, em prol de um projeto de resgate do país”, concluiu.



