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SUPRESA SEM DEFINIÇÃO

Mendes diz que saída de Caiado muda o tabuleiro, mas vê direita ainda sem definição para 2026

Renato Ferreira

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O governador Mauro Mendes (União) avaliou que a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil para o PSD altera o cenário político nacional, mas ponderou que ainda é cedo para cravar qualquer definição sobre candidaturas presidenciais no campo da direita para 2026.

“Eu fui surpreendido, como talvez muitos brasileiros. O Caiado é um amigo querido, tenho uma relação muito próxima com ele. Conheço as boas intenções que ele tem de ser candidato e ele escolheu um novo caminho. Isso tem que ser respeitado”, afirmou Mendes nesta segunda-feira (02).

O governador destacou que a decisão de Caiado ocorre dentro das regras legais e não traz impedimentos do ponto de vista institucional. “Cargo majoritário não tem esse problema. Ele pode migrar, como qualquer outro, e migrou para o PSD, onde está junto com o Ratinho e com o Eduardo Leite, que também são amigos e com quem tenho excelente relacionamento. Eles vão construir um projeto e, ao final, deve sair um nome do partido”, disse, referindo-se a Ratinho Jr. e Eduardo Leite, também cotados para a disputa presidencial.

Para Mendes, a movimentação “mexe no tabuleiro político”, mas não representa, neste momento, uma definição do cenário eleitoral. Segundo ele, o ambiente político nacional segue instável e o eleitorado acompanha atentamente as mudanças. “Nós estamos a mais de seis meses das eleições. O cenário político no Brasil é muito instável, e o cidadão brasileiro está atento à nova realidade. O Brasil não está bem”, avaliou.

O governador aproveitou o tema para fazer críticas à situação fiscal do governo federal, afirmando que o descontrole das contas públicas pode levar o país a um colapso. Ele citou o déficit previdenciário, o endividamento e os juros elevados como reflexos diretos da condução econômica. “O país há quase dez anos dá prejuízo todos os anos. Os juros altos que todos nós pagamos se devem, principalmente, à dívida pública do governo federal”, afirmou.

Em contraponto, Mendes usou Mato Grosso como exemplo de gestão fiscal. Segundo ele, o Estado reduziu em cerca de R$ 2,5 bilhões o endividamento mesmo mantendo um alto volume de investimentos e garantindo recursos para a previdência. “Só Mato Grosso e o Espírito Santo têm rating A+ no Tesouro Nacional, o chamado triple A plus, pela performance fiscal”, destacou.

O governador também mencionou alertas recentes do Tribunal de Contas da União, que apontam risco de paralisação da máquina pública federal por falta de recursos. “Quem disse isso não fui eu, foi o TCU. Se nada mudar, pode haver desligamento de serviços básicos por falta de dinheiro”, afirmou.

Ao concluir, Mauro Mendes defendeu que o país precisa de uma mudança de rumo e de lideranças experientes. “Para mudar essa trajetória ruim, é preciso piloto experiente, gente que saiba fazer e tenha coragem. Aventuras políticas já mostraram que a conta sempre chega para todos os brasileiros”, disse, reforçando que o debate sobre candidaturas da direita ainda está em aberto.

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