ESPAÇO PARA DEFESA
Presidente prega cautela, diz que é cedo para falar em cassação mas defende processante contra Chico 2000
Da Redação
Apesar de admitir que se trata de acusações graves, a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), prega cautela e afirma que ainda é muito cedo para se falar em cassação do vereador Chico 2000 (PL), afastado do cargo na semana passada por suposto desvio de emendas parlamentares.
Por outro lado, ela defende a abertura de uma comissão processante contra o parlamentar, a fim de que ele apresente as suas explicações para a sociedade. “É muito cedo para nós falarmos em perda de mandato, em cassação. Eu acredito que a instauração de uma Comissão Processante dá a oportunidade para que o parlamentar acusado possa dar suas explicações, transparencia. E é isso que nós queremos, dar explicações a sociedade”, enfatizou a presidente nesta terça-feira (03).
Uma representação contra o parlamentar foi protocolada na semana passada na Casa de Leis pelo advogado Julier Sebastião. No documento ele pede a abertura de uma investigação no ambito do Parlamento Municipal, alegando falta de decoro parlamentar por parte de Chico 2000, que foi o principal alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil.
Segundo Paula, o pedido será lido na sessão plenária de hoje e encaminhado para a Procuradoria. “Nós temos um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar em desfavor do vereador chico 2000, que será lido na sessão de hoje, depois vamos enviar para a Procuradoria e irá ao plenario para apreciação”, completou.
Com relação a convocação do suplente de Chico, Paula disse que aguarda um Parecer da Procuradoria da Casa de Leis sobre o assunto.
Com o afastamento de Chico 2000, a expectativa é pela convocação do suplente Felipe Corrêa (PL), atual secretário municipal de Relações Institucionais, que deverá assumir a vaga assim que os trâmites legais forem concluídos.
Alvo da Operação Gorjeta, Chico 2000 soma terceiro afastamento
O vereador Chico 2000 voltou a ser afastado do cargo no último dia 27 ao se tornar alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil. Este é o terceiro afastamento do parlamentar em um curto intervalo de tempo, resultado de uma série de investigações que apuram suspeitas de corrupção e desvios de recursos públicos no âmbito da Câmara Municipal de Cuiabá.
O primeiro afastamento judicial ocorreu em abril de 2025, durante a Operação Perfídia. Na ocasião, Chico 2000 e o vereador Sargento Joelson (PSB) foram acusados de receber R$ 250 mil em propina da empreiteira HB20, responsável pelas obras do Contorno Leste da Capital.
Segundo as investigações, o pagamento teria sido feito em troca de apoio político para a aprovação de projetos legislativos que beneficiavam diretamente a construtora. À época, o Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) determinou o afastamento imediato dos parlamentares, que só retornaram às atividades legislativas em setembro, após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).



