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Polícia avança para 2ª fase e investiga tamanho de rede em operação contra pornografia infantil

Da Redação

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A Polícia Civil de Mato Grosso avançou para a segunda fase da Operação Cesimt, deflagrada nesta quinta-feira (5), e agora amplia o foco da investigação para apurar o tamanho da rede criminosa, possíveis conexões interestaduais e a forma como o material ilegal era obtido e compartilhado. A nova etapa mira o desdobramento do esquema e a identificação de outros envolvidos no armazenamento e eventual troca de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. A informação é do delegado Guilherme Rocha, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), cumpriu ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático em Nova Mutum. O alvo principal é um jovem de 18 anos investigado por armazenar, em nuvem, mais de 250 arquivos – entre imagens e vídeos – de abuso sexual infantojuvenil desde 2023.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi descoberto a partir de um monitoramento sistêmico e permanente realizado pela especializada, que acompanha indícios de crimes cibernéticos ligados à exploração sexual infantil. “Recebemos informações de que um indivíduo em Mato Grosso estaria armazenando uma grande quantidade de arquivos com esse tipo de conteúdo. A partir disso, iniciamos uma investigação altamente técnica para identificá-lo, confirmar sua localização e apurar as circunstâncias do crime”, explicou a equipe responsável.

Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam dispositivos eletrônicos do investigado principal, que serão submetidos à perícia. No local, porém, a ação teve um desdobramento inesperado: um segundo morador da residência, de 23 anos, foi preso em flagrante após a polícia encontrar centenas de imagens de pedofilia em seu telefone celular. Ele não era alvo inicial da investigação.

“Não esperávamos encontrar uma quantidade tão grande de material na posse desse outro indivíduo. A equipe identificou rapidamente a situação e comunicou a autoridade policial para adoção das medidas cabíveis”, detalhou a Polícia Civil. O suspeito foi autuado em flagrante e encaminhado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.

Com a apreensão dos dispositivos, a investigação entra agora em uma fase considerada decisiva. O objetivo é analisar todo o conteúdo digital para confirmar a linha já apurada e, principalmente, expandir as investigações. A polícia quer saber como os arquivos foram obtidos, se eram para uso próprio ou se havia troca, fornecimento ou comercialização do material com outros criminosos.

“A apreensão é fundamental para entendermos se se trata de um ato isolado ou de algo mais estruturado, possivelmente em nível estadual ou até nacional. Esses arquivos costumam funcionar como moeda de troca entre criminosos”, apontou a DRCI. Caso sejam identificadas conexões com outros estados, as polícias civis correspondentes serão comunicadas.

A conduta investigada está tipificada no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminaliza a posse ou o armazenamento de pornografia infantil, com pena de até quatro anos de reclusão. Para a Polícia Civil, a operação reforça que não há anonimato na internet e que o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes segue como prioridade absoluta da instituição.

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