“Não sente mais as pernas”: mulher de suspeito de vender sentenças diz que ele “corre risco de morrer”
Isadora Teixeira - METRÓPOLES
A esposa do empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, preso preventivamente por suspeita de vender sentenças de tribunais, disse que o marido “corre risco de morrer”. Andreson, de 45 anos, voltou à Penitenciária Federal de Brasília em novembro de 2025, após passar quatro meses em prisão domiciliar por problemas de saúde. Uma foto da perícia divulgada à época mostrou o investigado em estado esquelético.
Um exame realizado em junho de 2025 pelo neurocirurgião Paulo Saide Franco, a pedido da família de Andreson, concluiu que ele possui “polineuropatia periférica sensitivo-motora”, disfunção que afeta a sensibilidade e a força.
O empresário é investigado pela Polícia Federal. Ele é suspeito de ser intermediador de venda de decisões judiciais no Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. Andreson ficou oito meses no Presídio Federal de Brasília e, depois, cumpriu prisão domiciliar por quatro meses.
O inquérito tramita no Supremo Tribuna Federal, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.
O que diz a Senappen
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), responsável pelos presídios federais, disse que “todas as pessoas privadas de liberdade sob custódia do Sistema Penitenciário Federal recebem assistência integral, conforme previsto na Lei de Execução Penal e nos normativos que regem o regime federal, incluindo assistência médica, farmacêutica, psicológica, de enfermagem, nutricional e demais atendimentos de saúde necessários, de acordo com avaliação técnica da equipe multiprofissional da unidade”.
Questionado sobre o atendimento ao preso e se há acesso à fisioterapia e alimentação indicadas, o órgão informou que, “por se tratar de informações protegidas por sigilo médico e legal, a Senappen não presta detalhes individualizados sobre o estado de saúde, diagnósticos, frequência de atendimentos ou condutas terapêuticas específicas de pessoas custodiadas, em respeito à legislação vigente”.



