SANTA MOUNJARO
Prefeitura busca protocolo junto ao MS para viabilizar programa de emagrecimento
Renato Ferreira
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a gestão municipal trabalha na construção de um protocolo junto ao Ministério da Saúde para viabilizar a continuidade de um programa de emagrecimento que envolve o uso do medicamento Mounjaro. Segundo ele, o principal entrave é o fato de o fármaco ainda não ser preconizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o prefeito, todo medicamento novo que não integra os protocolos do SUS exige estudos técnicos e pareceres específicos antes de qualquer aplicação na rede pública. “Estamos ainda na luta para o estabelecimento do protocolo. Todo medicamento novo não preconizado pelo SUS, que é o caso do Mounjaro, demanda estudos para a formação de um protocolo municipal”, explicou.
Brunini ressaltou que o processo na rede pública é mais lento do que na iniciativa privada, justamente pela necessidade de respaldo técnico e científico. “Quem me dera os estudos fossem tão rápidos como nos consultórios particulares. Na rede privada, você vai ao médico, faz os exames e aplica o medicamento. Na rede pública não é assim”, afirmou.
Segundo ele, equipes técnicas da Secretaria Municipal de Saúde estão elaborando os estudos necessários para garantir segurança jurídica e sanitária antes de qualquer implementação. “Os nossos profissionais da saúde estão formulando os estudos necessários para dar os pareceres corretos, para que a gente possa aplicar o medicamento em Cuiabá”, disse.
O prefeito destacou ainda que a diferença de ritmo entre os sistemas público e privado dificulta a incorporação de novos tratamentos. “Quem me dera a rede pública tivesse a mesma celeridade da iniciativa privada para acompanhar os novos tratamentos de saúde disponíveis no mercado”, concluiu.
Entenda:
O programa de emagrecimento anunciado para disponibilizar gratuitamente canetas emagrecedoras a pessoas com sobrepeso em Cuiabá ainda não foi implementado. Defendida pelo prefeito Abilio Brunini (PL) e pela vereadora Michelly Alencar (União), a iniciativa permanece sem execução por falta de um protocolo clínico oficial que autorize e oriente os médicos da rede pública quanto à prescrição e aplicação do medicamento.



