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ABSURDO

“Ali eu não era ninguém, era um bicho”: mulher relata estupros, humilhações e ameaças dentro de delegacia em Sorriso

Da Redação

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“Ele me cuspia. Me tratou que nem um animal. Mandou eu me lavar com detergente”. O relato forte e perturbador é da mulher que denunciou o policial civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, de tê-la estuprado quatro vezes enquanto ela estava sob custódia na Delegacia da Polícia Civil de Sorriso (a 420 km de Cuiabá). A denúncia ganhou repercussão nacional após entrevista exibida no programa Domingo Espetacular, da TV Record, conduzida pelo jornalista Roberto Cabrini, que esteve no município para ouvir a vítima.

Durante a reportagem, a mulher afirmou que não houve qualquer demonstração de humanidade por parte do policial. “Ali eu não era ninguém para ele. Eu era um bicho”, disse. Em outro trecho, questionou a versão apresentada pelo investigado. “Para que eu pediria para ir ao banheiro?”, indagou, ao negar que as retiradas da cela tenham ocorrido por necessidade fisiológica.

Assista:

https://record.r7.com/domingo-espetacular/reportagem-da-semana/video/mulher-denuncia-abuso-sexual-cometido-por-policial-dentro-de-delegacia-em-mt-08022026/?utm_source=share&utm_medium=share-bar&utm_campaign=r7-topo

A reportagem também trouxe trechos de depoimentos de colegas de cela, que relataram comportamento estranho após as saídas da vítima. Segundo uma delas, na última vez em que foi retirada, a mulher retornou abalada e se lavou com água destinada ao consumo. “Ela foi retirada mais de uma vez, isso me chamou atenção. Fiquei muito perturbada”, disse a detenta.

A vítima afirmou que não gritou por medo. “Não dava. Ele disse que não adiantava eu falar nada, que ninguém iria acreditar em mim”, relatou. Segundo ela, as agressões ocorreram em uma sala vazia da unidade policial.

O policial civil Manoel Batista da Silva afirmou, em depoimento, que apenas retirou a presa da cela porque ela precisava ir ao banheiro. No entanto, as investigações avançaram e exames periciais, incluindo material genético, confirmaram a ocorrência do crime, conforme destacou a defesa da vítima.

O crime teria ocorrido em uma terça-feira, mas a coleta de material só foi realizada na sexta-feira. De acordo com a delegada Laysa Crisóstomos, o policial chegou a pedir desculpas e apostava na negativa do exame para se livrar da acusação.

Em nota pública divulgada na segunda-feira (2), o advogado Walter Rapuano, que representa a mulher, foi enfático: “A lição neste caso é que ninguém está acima da lei”. Ele ressaltou que as provas técnicas foram determinantes para o esclarecimento dos fatos e para a prisão do policial, ocorrida no último domingo (1).

A mulher foi presa temporariamente no dia 8 de dezembro do ano passado e encaminhada a uma unidade prisional. Ela foi colocada em liberdade no dia 11 e, no dia seguinte, formalizou a denúncia no Ministério Público. Todo o depoimento foi gravado e encaminhado à Polícia Civil, que instaurou inquérito.

Segundo a defesa, além dos estupros, o policial teria ameaçado a vítima para que permanecesse em silêncio, afirmando que poderia matar a filha dela, que é menor de idade.

A mulher (dois dias após ter sido liberada)  está com mandado de prisão preventiva expedido e é procurada por crimes de tortura e tentativa de homicídio. Ela também possui antecedentes por tráfico de drogas. Ainda assim, reafirma a denúncia: “Não fiz uma falsa acusação. Agora eu vou até o final”.

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