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ESTRATÉGIA GOVERNISTA

Base de Abilio ocupa limite de CPIs na Câmara e trava investigação contra ex-secretário

Kamila Araújo

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A base do prefeito Abilio Brunini (PL) na Câmara Municipal se articulou para preencher o número máximo de CPIs permitidas e assum impedir a abertura de uma comissão específica para apurar denúncia de assédio sexual contra o ex-secretário Willian Campos, que pediu exoneração do cargo na última sexta-feira (06).

Em poucos dias, quatro requerimentos avançaram simultaneamente e já reúnem assinaturas suficientes para sair do papel, bloqueando a instaurações de novas investigações. Isso, porque o regimento interno da Casa prevê a realização de apenas cinco CPIs de forma simultânea.

O movimento ganhou força após vir a público a denúncia feita por uma ex-servidora municipal contra o ex-secretário, que também ocupou o cargo de chefe de gabinete. A CPI pretendida pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos) acabou ficando sem espaço regimental para tramitar, diante da ocupação do limite de comissões em andamento.

CPIs aceleradas pela base

Uma das comissões que ajudam a travar novas investigações é a CPI da CS Mobi 2.0, encabeçada pelo vereador Tenente-Coronel Dias. O requerimento já conta com 11 assinaturas e prevê prazo de 120 dias para examinar possíveis falhas no contrato da concessão do estacionamento rotativo firmado com o Consórcio CS Mobi Cuiabá. A presidência ficará com Dias, tendo Dilemário Alencar e Ilde Taques como integrantes.

Outro pedido foi apresentado por Dilemário e mira o funcionamento do Fundo Municipal de Aval Garantidor e do programa Cuiabanco, lançado em 2023 com a promessa de R$ 25 milhões em linhas de crédito. Com dez assinaturas, a CPI deve ser instalada ainda neste mês.

Também avançou a CPI proposta por Eduardo Magalhães, que pretende investigar se a Prefeitura cumpriu a aplicação mínima de 25% da receita em educação nos anos de 2023 e 2024. O requerimento, com 12 assinaturas, cita ainda um rombo superior a R$ 131 milhões na Secretaria Municipal de Educação, além do uso de recursos do FUNED para outras finalidades.

Completa o pacote a CPI apresentada por Ilde Taques, voltada à análise de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e de operações de outorga onerosa conduzidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano entre 2019 e 2024. O pedido também já atingiu o número mínimo de apoiamentos.

Há ainda um requerimento protocolado por Demilson Nogueira, que busca investigar a prática de despesas realizadas sem empenho prévio na Prefeitura no mesmo período, ampliando o volume de frentes investigativas abertas simultaneamente.

Investigação travada

Com as CPIs protocoladas e prontas para instalação, a Câmara atinge o teto regimental de comissões em funcionamento, deixando sem avanço a proposta de apuração contra Willian Campos. Nos bastidores, a leitura é de que a estratégia da base governista foi ocupar o espaço institucional disponível, desviando o foco de uma investigação direta e politicamente sensível.

Embora o procedimento seja formalmente permitido pelas regras da Casa, a manobra já gera críticas entre parlamentares e setores da sociedade, que veem na multiplicação das CPIs uma forma de esvaziar uma apuração específica. A Mesa Diretora deve agora oficializar as comissões protocoladas, enquanto o pedido envolvendo o ex-secretário permanece paralisado por falta de margem regimental.

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