CRESCIMENTO DE 30%
Dia Mundial das Pulses destaca produção brasileira e atuação da Aprofir no fortalecimento das exportações
Da Redação
Em 2016, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 10 de fevereiro como o Dia Mundial das Pulses, com o objetivo de incentivar a produção e o consumo desse grupo de alimentos que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico. No Brasil, onde o feijão é base da alimentação diária, a data também chama atenção para a relevância econômica e estratégica da cadeia produtiva, especialmente em estados produtores como Mato Grosso.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as pulses têm grande importância nutricional e produtiva. O ministro Carlos Fávaro destacou que a pasta atua para incentivar a produção por meio de políticas públicas e incentivos aos produtores rurais, com foco na ampliação da oferta e no fortalecimento do setor.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, na safra 2025/26, o feijão segue como a principal pulse produzida no país. A estimativa é de uma produção superior a 3 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 0,5% em relação à safra anterior, indicando estabilidade com leve tendência de alta.
No comércio exterior, o desempenho também é positivo. Em 2025, as exportações brasileiras de pulses cresceram 30% em comparação com 2024, alcançando US$ 448,1 milhões. Os feijões secos lideraram a pauta, respondendo por mais de 98% do valor total exportado. Em seguida aparecem as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que somaram US$ 859,9 mil.
Nesse cenário de crescimento e maior exigência do mercado internacional, entidades representativas têm papel central na organização da cadeia produtiva. Em Mato Grosso, a Aprofir atua diretamente junto aos produtores de feijão, pulses, grãos especiais e irrigantes, auxiliando no atendimento às normas sanitárias e na adequação aos requisitos exigidos para exportação.
Para que os produtos vegetais possam acessar o mercado externo, os estabelecimentos que elaboram, beneficiam, processam, armazenam ou transportam esses alimentos precisam cumprir os requisitos higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020. Em casos de protocolos específicos, o Mapa também fiscaliza o cumprimento das exigências sanitárias impostas pelos países de destino.
Outro ponto fundamental é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), documento que comprova que os produtos atendem às exigências sanitárias dos mercados importadores, conforme acordos e comunicações oficiais.
A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) é responsável por promover e acompanhar as ações de fiscalização e inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos vegetais destinados à exportação. O órgão também realiza fiscalizações em estabelecimentos comerciais e unidades de beneficiamento e empacotamento, com coleta de amostras para verificação da conformidade com os padrões oficiais de classificação.
Entre os produtos mais frequentemente inspecionados estão os feijões, com destaque para o feijão-comum e o feijão-de-corda. O processo garante padronização, qualidade e rastreabilidade, além de assegurar a proteção do consumidor, que recebe alimentos seguros, corretamente rotulados e em conformidade com os padrões sanitários.
Com a ampliação das exportações e a manutenção da produção nacional, a atuação da Aprofir se consolida como elo entre os produtores mato-grossenses, as políticas públicas do Mapa e as exigências do mercado internacional, contribuindo para o fortalecimento da cadeia das pulses e para a competitividade do Brasil no comércio global desses alimentos.



