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LEGADO

História da família Junges atravessa gerações e cria raízes no campo de Querência

Da Redação

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Filhos, netos e bisnetos de produtores rurais, os irmãos Luciano Marcos Junges e Mauricio Carlos Junges seguem o destino e o legado traçados por gerações da família no campo. A trajetória no município de Querência teve início na década de 1980, quando o avô, patriarca da família, decidiu buscar novas oportunidades e conhecer a região. Com o passar dos anos, outros familiares passaram a se envolver na atividade agrícola, contribuindo para a consolidação da produção. Em 1988, o pai dos irmãos, Venir José Junges, fixou raízes no município e deu continuidade ao trabalho no campo.

Para Luciano, seguir os passos do avô e do pai sempre foi um caminho natural. Desde cedo, ele foi incentivado a participar da rotina da fazenda e a compreender a importância de manter vivo o trabalho construído ao longo das gerações.

“Sou filho de produtor rural e carrego uma história construída por várias gerações da minha família no campo. Desde cedo, sempre tive contato com a atividade rural, incentivado pelo meu pai a participar da rotina da fazenda e a entender a importância de dar continuidade ao trabalho da família. A ideia de sair do campo ou buscar outros caminhos profissionais nunca passou pela minha cabeça”, afirmou Luciano.

Ao relembrar a infância, Luciano destaca momentos que marcaram sua trajetória e reforçaram o vínculo com a atividade rural, como a chegada do primeiro trator cabinado da família. “Um dos momentos mais marcantes da minha infância foi quando meu pai comprou o primeiro trator cabinado da família. Lembro que ele chegou no fim da tarde em casa e chamou minha mãe, meu irmão e eu para dar uma volta. Aquilo representou a realização de um sonho e deixou claro que todo o esforço e a dedicação estavam valendo a pena”, relembrou.

Os ensinamentos transmitidos pelos pais seguem como base para as decisões tomadas hoje na propriedade.Valores como responsabilidade, ética e compromisso com o nome da família norteiam a condução do negócio e o olhar para o futuro.

“Meus pais sempre me ensinaram a fazer o certo, a agir com responsabilidade e a zelar pelo nome da família em qualquer decisão ou negócio. Esses valores seguem sendo a base de tudo o que fazemos hoje na fazenda. Sou muito grato pela coragem dos meus pais e dos meus avós, que deixaram uma condição estável para enfrentar desafios maiores em busca de crescimento. Graças a essas escolhas, hoje vivemos uma realidade muito melhor. Pensando no futuro, acredito que a sucessão familiar precisa começar desde cedo e tenho muito orgulho da possibilidade de ver meus filhos, netos e bisnetos dando continuidade ao trabalho no campo. A sensação de ver o trabalho concluído e os resultados acontecendo não se compara a nenhuma outra profissão. Tenho orgulho de ser produtor rural, pois sei que tudo o que construímos hoje ficará como base para as próximas gerações, assim como recebi o legado de quem veio antes”, pontuou Luciano.

Para o irmão Maurício Carlos Junges, a persistência é um dos principais ensinamentos herdados dos pais e uma das características mais importantes para quem atua na agricultura. “Um dos principais aprendizados que trago dos meus pais é a persistência. A agricultura exige resiliência, pois há safras em que não se sabe exatamente como será o resultado final. Ainda assim, cada novo ciclo traz a esperança de uma colheita melhor. Essa garra e essa capacidade de não desistir foram fundamentais para manter o negócio ao longo dos anos e também servem de incentivo para que a gente continue buscando crescimento”, disse.

As lembranças da infância na fazenda, especialmente durante o período de colheita, também ajudaram a fortalecer o vínculo de Maurício com o campo. “As lembranças da infância na fazenda são poucas, mas muito marcantes, principalmente ligadas às colheitas. Recordo de acompanhar o trabalho, muitas vezes dormindo dentro das máquinas, em colchões improvisados. Esse estar junto, desde cedo, foi essencial para criar o vínculo com a atividade rural”, lembrou.

Com o olhar voltado para o futuro e pai de dois filhos, Maurício destaca o desejo de transmitir o amor pela agricultura às próximas gerações.

“A agricultura, para mim, é uma atividade extremamente gratificante. Entender todas as etapas da produção e saber que, a cada safra, é possível evoluir e melhorar traz motivação para continuar. Não é um trabalho com começo e fim definidos, mas um processo contínuo de busca por mais produtividade, eficiência e rentabilidade, tanto no operacional quanto na gestão. Vejo um futuro longo como produtor rural e pretendo transmitir isso aos meus filhos. Acredito que a presença e o envolvimento direto são fundamentais para que as próximas gerações criem apego ao negócio. Estar junto, trabalhando em família, é o que mantém viva a vontade de seguir no campo”, ressalta Mauricio.

Com mais de 50 anos de atuação na agricultura, o pai dos irmãos, Venir José Junges, acompanha com orgulho a continuidade do legado familiar e reforça a importância da sucessão no campo.

“Fui criado no campo e todos os meus irmãos também seguiram esse caminho. A agricultura faz parte da nossa vida e é algo que carregamos com muito orgulho. É uma vocação que vem de dentro, algo que a gente começa antes mesmo de saber andar direito. Sempre procurei incentivar, dizer para ir em frente, acreditar e enfrentar os desafios. Mesmo em um momento difícil, que exige coragem e resiliência, é preciso ter ambição e vontade de continuar. Aqui, ambição não falta, e a expectativa é de longevidade do negócio, com a atividade sendo passada de geração em geração”, disse.

Para Venir, a união familiar é o principal pilar para garantir a continuidade da atividade rural ao longo dos anos. “A sucessão familiar é extremamente importante e ver a família trabalhando junto é uma realização sem tamanho. Se não fosse essa união, talvez o negócio não estivesse no nível em que está hoje. A gente só continua investindo e acreditando porque a família está junta, presente e comprometida em seguir adiante”, finalizou Venir.

A história da família Junges mostra que o verdadeiro legado do campo vai além da produção. Ele está na união da família, na persistência e na certeza de que o trabalho de hoje constrói o futuro das próximas gerações.

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