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Botelho afirma que CPIs são legais e diz que “ano eleitoral não impede investigação”
Kamila Araújo e Renato Ferreira
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que tanto a CPI da Saúde quanto as três novas comissões protocoladas pela base governista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso são plenamente legais e afastou qualquer tese de motivação eleitoral na criação das investigações. Para Botelho, o fato de a CPI ter sido instaurada em ano eleitoral não invalida o procedimento.
“CPI sai a qualquer momento. Ano eleitoral, ano que não é eleitoral. Ela sai em qualquer momento. Saiu agora, é ano eleitoral, mas faz parte, faz parte do parlamento. Isso é legal, não tem nada que fala que ano eleitoral não se pode criar CPI, não se pode investigar”, disse nesta quarta-feira (11).
As declarações do parlamentar v]ao de encontro ao posicionamento do governador Mauro Mendes (União), que insinuou na manhã de hoje (11), que a CPI da Saúde teria sido uma manobra eleitoreira, uma vez que irá investigar fatos que ocorreram em 2023, e ainda utilizou assinaturas antigas para ser emplacada.
“Reclamar pode, é um direito de cada um. A oposição não está reclamando que o governo fez manobra colocando três CPIs, mas é legal. O choro é livre. Mas tudo que aconteceu até agora aqui foi legal”, colocou Botelho.
Ele também defendeu a condução do presidente da ALMT, Max Russi (PSB), ao publicar a CPI da Saúde após análise da Procuradoria Legislativa. “O presidente foi muito criterioso. Encaminhou para a procuradoria, analisou todos os pontos e, no momento que ele publicou, estavam sanadas todas as questões”.
Segundo Botelho, eventuais questionamentos sobre a validade das assinaturas devem ser resolvidos judicialmente. “Se eles quiserem fazer algum questionamento, é só na Justiça. Toda vez que você não concorda com a decisão, você pode ir para a Justiça”, completou.



