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POLÊMICA NA ALMT

Guarnieri diz que assinatura na CPI foi riscada e questiona inclusão do seu nome

Kamila Araújo e Renato Ferreira

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) veio a público esclarecer a polêmica envolvendo sua assinatura no requerimento da CPI da Saúde e afirmou que não autorizou qualquer subscrição em 2026. Segundo ele, a assinatura foi feita em 2023, quando exercia mandato como suplente por apenas 30 dias, e teria sido retirada posteriormente pelo próprio autor da proposta, Wilson Santos (PSD).

A CPI investiga possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023 e foi oficialmente instaurada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Guarnieri relatou que, ao deixar o mandato temporário em 2023, procurou Wilson Santos para formalizar a retirada de seu nome do requerimento.

“A minha assinatura foi no ano de 2023, que eu era suplente, assumi por 30 dias. Depois eu vim ser titular a partir de primeiro de janeiro de 2025 com a renúncia do prefeito Cláudio Ferreira, eleito prefeito de Rondonópolis. E então, naquele momento que eu deixei a Assembleia, eu fui no gabinete do deputado Wilson Santos e, na minha frente, ele riscou o meu nome da CPI”, explicou.

O parlamentar afirmou que não participou da reapresentação do requerimento neste ano e que não autorizou a manutenção de sua assinatura. “O deputado Wilson diz que não representou nada com o meu nome, mas surgiram boatos e eu solicitei que eu não assinei, não autorizei nenhuma CPI no ano de 2026.”

Nome aparece no documento

Questionado sobre o fato de seu nome constar na primeira página do requerimento, Guarnieri reforçou que o nome foi riscado posteriormente e que isso ocorreu diante dele.

“Se foi riscada, foi com o deputado Wilson Santos na minha frente. Riscou lá porque eu estava por 30 dias. Terminou meu mandato, não tinha assinaturas necessárias. Eu fui no gabinete do deputado Wilson, eu era suplente e falei: ‘Olha, eu tô saindo’, e ele riscou na minha frente. E vocês podem observar lá, abaixo da assinatura do deputado Juca, é que o nome Chico está riscado.”

Segundo ele, Wilson Santos o procurou novamente para garantir que sua assinatura não integra o número válido de apoios à CPI.

“O deputado Wilson, que é o autor, me garantiu para mim que meu nome não consta e inclusive está rabiscado. Ele me ligou e disse: ‘Olha deputado Chico, lá tem nove assinaturas, a sua não consta, mas diante de qualquer boato que teve eu fiz um documento para você’. Eu pedi para ver o documento, eu tenho ele em mãos. Vi, está riscado meu nome. Está riscado.”

Guarnieri destacou que, conforme explicado pelo autor da CPI, a comissão conta com o número mínimo de assinaturas necessárias, independentemente da dele.

“Segundo o Wilson, é oito nomes, tem nove assinaturas segundo ele e uma que a minha não tem validade porque eu solicitei ainda no ano de 2023, isso a setembro de 2023, agosto de 2023 ali, período que eu fiquei por 30 dias na Assembleia Legislativa, quando eu era suplente naquele momento.”

Repercussão política

O caso acrescenta novo capítulo à controvérsia envolvendo a instalação da CPI da Saúde, que já enfrenta questionamentos políticos e jurídicos. Guarnieri reforçou que, desde que assumiu como titular em janeiro de 2025, o tema não voltou a ser tratado com ele.

“Efetivei como titular em janeiro de 2025 e dali para cá não foi mais tratado esse assunto, ninguém falou comigo e, portanto, a minha assinatura, segundo o deputado Wilson Santos, também não tem validade.”

A declaração do parlamentar ocorre em meio a movimentações na ALMT relacionadas à retirada de assinaturas do requerimento que deu origem à CPI, ampliando o debate sobre a legalidade e a composição da comissão.

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