VIOLÊNCIA SEM FIM
“A Justiça falhou”, critica filha de professora morta a tiros pelo ex dentro de casa em Cuiabá
Thalyta Amaral
Emilly Naves Cordeiro, filha de Lucieni Naves Correia, professora de Cuiabá assassinada pelo ex-marido dentro da própria casa na última segunda-feira (16), criticou o sistema que não deu o suporte e a segurança que a mãe precisava para se proteger do ex, Paulo Neves Bispo. “A Justiça falhou”.
Em entrevista à TVCA nesta quarta-feira (18), Emilly relembrou que a mãe já havia denunciado Paulo, mas nada adiantou. “A Justiça falhou, eu confiei, nós confiamos. O botão do pânico foi acionado duas vezes”.
“As mensagens, as ameaças que ele vinha fazendo, todas foram tratadas logo, não só pela Justiça, como pela família dele também, porque a família dele compactuou com isso. Se ele teve as mãos sujas de sangue, a família dele também tem. As irmãs dele compactuaram, os sobrinhos compactuaram com isso, porque a minha mãe gritou socorro, não foi só para a gente daqui, a minha mãe gritou socorro para todo mundo”, criticou a filha.
A crítica ao Judiciário também foi lembrada pela outra filha, Etieny Naves Corrêa Cordeiro. “A primeira pessoa que matou minha mãe foi a Justiça. Foi quando a polícia veio aqui, tirou ele de dentro e não o deixou preso porque ele era doente, porque ele mentia que era doente”.
“A morte da minha mãe não começou no tiro que ela levou. A morte da minha mãe começou quando ela pediu para ele não chegar mais perto e ninguém fazia nada, porque todo mundo achava que ele não tinha coragem”, lamentou Etieny.



