PAZ SELADA
Botelho confirma jantar entre Mendes e Jayme e aposta em convergência até as convenções
Kamila Araújo e Renato Ferreira
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) revelou que houve, na semana passada, um jantar entre o governador Mauro Mendes (União) e o senador Jayme Campos (União) com o objetivo de aparar arestas e retomar o diálogo político dentro do grupo. O parlamentar frisa que não participou do encontro, mas foi informado pelo próprio congressista que a conversa foi boa e amigável.
“Existiu o jantar, existiu a conversa. Eu acho que é um começo, um recomeço, vamos dizer assim. […] O senador me ligou depois dizendo que teve esse jantar, que a conversa foi muito amena, muito boa e que ele vai continuar o projeto dele e lá na frente eles vão discutir novamente”, contou Botelho nesta quinta-feira (19).
O deputado afirmou que, durante o encontro, Mauro Mendes deixou claro que não pode deixar de apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em uma eventual candidatura ao governo do Estado.
“O Mauro explicou para ele que não tem como sair do Otaviano Pivetta, que vai dar continuidade nos projetos que ele vem tocando, que ele precisa disso. Ele entendeu perfeitamente”, disse;
Ao mesmo tempo, segundo o deputado, o governador reconheceu o direito de Jayme de manter sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás. “Disse para ele que ele tem o direito de continuar trabalhando.”
Apesar da reaproximação, Botelho avalia que a definição final sobre candidatura ao governo deve ocorrer apenas nas convenções partidárias, previstas para agosto. “Eu continuo defendendo que, se não houver uma convergência, que a convenção decida”, pontuou.
Ele defendeu que os partidos que compõem o campo da centro-direita busquem unidade para enfrentar o cenário de polarização.
“Eu continuo defendendo que esses partidos que construíram o que tá aí procurem ficar juntos. Vai haver polarização? Vai. Mas eu defendo que esse grupo de centro-direita, que eu também me considero dentro dele, fique unido”, completou.
Por fim, o parlamentar também descartou qualquer possibilidade de saída de lideranças do União Brasil em razão das divergências internas. Para ele, o momento é de diálogo e construção. “Ninguém vai sair do partido. Vai ficar todos no partido.”



