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VIOLÊNCIA NÃO TEM LADO

Janaína cita falhas do Estado após feminicídio e exonera assessor denunciado por ameaça

Muvuca Popular

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A deputada estadual Janaína Riva (MDB) fez um duro pronunciamento ao comentar dois casos recentes de violência contra a mulher em Mato Grosso: o feminicídio da professora Luciene Naves Correia, em Cuiabá, e a denúncia contra um ex-assessor de seu gabinete, acusado de perseguição e ameaça contra a ex-companheira.

Ao falar sobre o assassinato da professora Luciene, de 51 anos, morta a tiros na calçada de casa no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, Janaína criticou o que classificou como falhas graves no sistema de proteção às mulheres.

Segundo a polícia, a vítima possuía medida protetiva contra o ex-marido, Paulo Naves, que invadiu a residência, atirou contra ela e, segundo informações, ainda tentou fugir com a intenção de atacar a filha do casal, sendo morto durante perseguição policial.

“Uma mulher com medida protetiva teve sua casa invadida e foi assassinada. Ela comunicou duas vezes que a medida estava sendo descumprida. Ele não usava tornozeleira eletrônica. Isso é falha do sistema”, afirmou a deputada.

Para Janaína, o caso evidencia que não basta a existência formal de medidas judiciais se não houver fiscalização e estrutura adequada para garantir o cumprimento. “Ela acabou vítima de um sistema falho no enfrentamento ao feminicídio e à violência doméstica”, declarou.

Exoneração imediata

A parlamentar também contextualizou a exoneração, no final de semana, de um assessor parlamentar após o registro de um boletim de ocorrência na Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, em Guarantã do Norte.

Conforme o BO, uma mulher de 35 anos denunciou o ex-companheiro, Érico da Silva Pereira, que atuava como assessor no gabinete da deputada, por perseguição, ameaças e insistência em reatar o relacionamento, encerrado há mais de um ano. A vítima relatou medo, abalo psicológico e afirmou que o suspeito é CAC (colecionador, atirador e caçador) e possui arma de fogo.

Janaína afirmou que, assim que tomou conhecimento formal do caso, determinou a exoneração imediata do servidor.

“No dia em que o boletim chegou ao meu conhecimento, ele foi exonerado. Violência doméstica não é questão partidária. Pode ser pai, irmão, filho ou assessor. Cometeu violência, tem que responder”, disse.

Defesa da vítima e crítica à exposição

A deputada também criticou o que chamou de “revitimização” de mulheres que procuram a polícia em busca de proteção. Segundo ela, no caso envolvendo o ex-assessor, a vítima não deseja exposição pública.

“Ela procurou a polícia para se proteger, não para ter sua vida exposta. Precisamos respeitar a vontade da vítima. Muitas vezes, ao divulgar sem consentimento, colocamos essa mulher duas vezes na posição de vítima”, afirmou.

Janaína direcionou críticas à forma como alguns casos são divulgados e pediu mais responsabilidade institucional e da própria mídia ao tratar denúncias sensíveis.

Ao encerrar, a deputada reforçou que sua postura será sempre a mesma, independentemente de quem esteja envolvido.

“Violência contra a mulher não tem dois pesos nem duas medidas. Não há espaço para tolerância. Quem cometer crime deve responder na forma da lei. E nós precisamos de leis ainda mais rígidas e de um sistema que funcione de verdade”, concluiu.

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