TAXOU DE ESCÁRNIO
Michelle ironiza rebaixamento da Acadêmicos de Niterói após homenagem a Lula na Sapucaí
Muvuca Popular
ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais, nesta quarta-feira (18), para ironizar o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile realizado no domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Em uma publicação, Michelle compartilhou uma imagem produzida por Inteligência Artificial (IA) na qual Lula aparece ao lado de integrantes da agremiação dentro de uma recipiente semelhante a uma lata de conserva. No rótulo, consta a frase: “Rebaixada em conserva. Acadêmicos de Niterói”.
A apresentação da escola gerou críticas de parlamentares da oposição e de segmentos evangélicos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), principalmente por conta de alas que retratavam “neoconservadores” representados dentro de latas. Políticos também divulgaram montagens nas redes em tom de protesto.
Os filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), também comentaram o resultado. Flávio afirmou que “quem ataca a família não merece respeito”, enquanto Carlos classificou o rebaixamento como uma “derrota humilhante”.
Homenagem e resultado
No desfile, a Acadêmicos de Niterói apresentou o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, em homenagem ao presidente. Este foi o primeiro ano da escola no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Após a apuração das notas, a agremiação terminou entre as últimas colocadas e foi rebaixada para a Série Ouro de 2027.
Posicionamento da escola
Em nota, a escola esclareceu que as fantasias com latas simbolizavam os chamados “neoconservadores”, definidos pela agremiação como grupos que se posicionam de forma contrária às pautas defendidas por Lula, como privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1.
A Acadêmicos de Niterói explicou ainda que a fantasia representava uma “lata de conserva” associada à defesa da chamada família tradicional — formada por homem, mulher e filhos. Segundo a escola, os adereços de cabeça identificavam diferentes segmentos ligados ao neoconservadorismo, como representantes do agronegócio, defensores da Ditadura Militar e grupos religiosos evangélicos.



