BRIGA DE TERRITÓRIO
Santo Antônio precisa provar capacidade em 15 dias para manter hospital no domínio do município
Kamila Araújo e Renato Ferreira
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), afirmou que o município de Santo Antônio de Leverger poderá manter a área onde está sendo construído o Hospital Universitário Júlio Müller, desde que cumpra as exigências técnicas e administrativas apresentadas durante reunião com a Universidade Federal de Mato Grosso e representantes do Legislativo.
Segundo ele, foi concedido prazo de 15 dias para que o município apresente garantias formais de que terá condições de atender às demandas necessárias para assegurar o funcionamento da unidade hospitalar.
“Foi dado um prazo de 15 dias entre a UFMT, a direção do Júlio Müller, o município de Santo Antônio e a Assembleia Legislativa. Esse prazo a gente vai cumprir. Foram passadas algumas exigências ao município de Santo Antônio. Se o município tiver condição de cumprir essas exigências, tranquilo, está resolvido.”
Russi deixou claro que, caso as condições não sejam atendidas, a própria administração municipal poderá trabalhar por uma solução alternativa. “Se não tiver condição, eu tenho certeza que até mesmo o município de Santo Antônio vai trabalhar por esse desvio”, disse.
Saúde pública em primeiro lugar
A área do hospital voltou a pertencer a Santo Antônio de Leverger após promulgação de lei pela Assembleia, que também redefiniu limites territoriais envolvendo comunidades como Varginha, Engenho Velho, Boicaina, Morrinhos, Mimoso e o Morro de Santo Antônio.
Diante da repercussão e da preocupação com eventuais impactos administrativos, o presidente da ALMT afirmou que a prioridade será sempre a continuidade do projeto do hospital e a garantia da saúde pública.
“A gente vai respeitar e esperar esse prazo para poder novamente voltar a um outro projeto para mudar algo, colocando sempre a saúde pública e o Hospital Júlio Müller em primeiro lugar”, colocou Russi.
Ele explicou que designou o deputado Wilson Santos, autor do projeto original, para acompanhar os encaminhamentos e as tratativas técnicas durante esse período.
Nos bastidores, a discussão envolve a necessidade de garantias concretas por parte do município, como contrapartidas financeiras, estrutura administrativa e investimentos que assegurem a viabilidade do hospital universitário na área.



