CONSENSO
Botelho diz que votará contra limite sindical, mas propõe texto intermediário com categorias
Kamila Araújo e Renato Ferreira
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que votará pela reprovação do projeto que limita a dois mandatos consecutivos o afastamento remunerado de dirigentes sindicais, mas defendeu a construção de um texto alternativo em conjunto com as categorias. Segundo o parlamentar, apesar de sua posição contrária ao projeto nos moldes atuais, ele reconhece que o governo tem maioria e que a simples derrubada da proposta é improvável.
“Eu, por exemplo, vou votar pela reprovação, mas a maioria, o governo tem força e não vai derrubar. Agora, se quiser construir algo, eu estou pronto”, frisou nesta quinta-feira (19).
Por outro lado, Botelho afirmou que o projeto, embora polêmico, traz um ponto positivo ao propor alternância nas direções sindicais. “Ninguém pode ficar lá numa presidência eternamente. Você acha que o cara pode ficar 20 anos lá? Não dá. Tem que haver essa oxigenação”, colocou.
Para ele, o debate não deve se limitar à rejeição integral do texto, mas buscar um meio-termo que preserve a representação sindical e ao mesmo tempo estabeleça critérios razoáveis. “Dá para melhorar, dá para criar algumas condições que haja um meio-termo. É isso que eu defendo.”
O deputado informou que há várias propostas sendo analisadas, inclusive com participação do deputado Diego Guimarães, que estuda sugestões a serem apresentadas na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Botelho ressaltou que está disposto a participar de um processo de construção coletiva que possa convencer os parlamentares. “Se for vontade dos sindicalistas realmente discutir isso e construir um projeto que possa convencer os deputados, eu estou pronto.”
Ele também mencionou a possibilidade de prever um período de transição para adaptação às novas regras. “Eu defendo a construção de um projeto intermediário e até de um tempo para readequar isso”, finalizou.



