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8ª edição

Aos 43 anos, porteiro volta à sala de aula em programa de alfabetização do TRE-MT

Muvuca Popular

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Agnaldo Lemes Queiroz driblou a chuva que caiu em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (24), para estar em sala de aula. Aos 43 anos de idade, este foi apenas um entre os outros desafios que ele está disposto a superar para aperfeiçoar a escrita e se preparar para o mercado de trabalho.

Junto com outras 42 pessoas matriculadas, ele integra a 8ª edição do programa SoleTRE, iniciativa de alfabetização de jovens e adultos realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A turma é formada por novos integrantes e alunos que já participaram de outras edições, mas que querem ou precisam aperfeiçoar o aprendizado.

Agnaldo Queiroz, que trabalha atualmente como porteiro, faz parte do grupo de novatos. “Minha expectativa é ter conhecimento, aperfeiçoar mais na escrita, me preparar para o mercado de trabalho, fazer cursos, poder estar no nível exigido pelo mercado de trabalho. Eu procurei o TRE-MT para me qualificar e aperfeiçoar a dificuldade que eu tenho no dia a dia com a língua portuguesa, que é mais na escrita, confundo muito o que vou escrever, as letras. Então, quero aprender para não ter mais essa dificuldade”, conta.

Já veterana no SoleTRE, dona Zuleica Paes espera aprender ainda mais. Aos 74 anos de idade, ela ressalta que começou um tratamento para memória e que as aulas ajudam a manter a mente ativa.

“Quero continuar aprendendo a ler e gosto muito do pessoal do projeto, das professoras, dos funcionários, me sinto bem aqui. Já aprendi bastante coisa, mas estou começando a ter esquecimento das coisas. As aulas também ajudam nisso, e as professoras têm paciência comigo, as amigas que já sabem mais também me ensinam. Quando entrei aqui, sabia só escrever, mas escrevia errado meu nome, faltava letra. Agora, já estou escrevendo meu nome normal”, celebra.

Nesta primeira aula, as professoras voluntárias do SoleTRE, Maria Luiza Miorim, Angela Capilé Guedes, Anaiá Gomes Frungilo e Sofia Fernandez Moura de Paula, recepcionaram os alunos e alunas, ressaltando a alegria e satisfação em fazer parte de mais uma turma. Elas também explicaram o cronograma das aulas e reforçarram a importância do comprometimento de todos e todas para o efetivo aprendizado, como fazer as tarefas para casa, por exemplo.

“É muito bom, principalmente por ver alunos de turmas anteriores que continuam, que estão perseverando. Nossa ideia é justamente essa, é ajudá-los nesse início a aprender o ‘beabá’, a começar a ler, para depois eles darem continuidade e fazerem o que eles quiserem. Muitos querem ler a Bíblia, outros querem fazer cursos profissionalizantes, ou até outros cursos e apenas aprender coisas novas. E é gratificante saber que a gente faz parte desse pedacinho da vida deles”, ressalta a professora Ângela Guedes.

A professora Anaiá Gomes frisou que a experiência do SoleTRE proporciona troca de aprendizados. “Me sinto muito feliz em estar aqui, é uma gratidão, uma troca, pois aprendo com vocês a trabalhar a paciência, a resiliência. E todos são muitos queridos, têm uma grande importância na nossa vida. Procurem fazer a tarefa que passamos, aproveitar os momentos livre para treinar a leitura e escrita, porque estudo é disciplina”.

Cronograma

As aulas ocorrem todas as terças e quintas-feiras, das 8h às 11h, nas Salas e Aula da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), que fica na Casa da Democracia, anexa ao TRE-MT. Este ano, em função das Eleições Gerais de 2026, as aulas estão confirmadas até dia 30 de julho. Na última quinta-feira de cada mês, o programa SoleTRE faz o sorteio de uma cesta básica entre os participantes.

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