Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

MIDNIGHT

Videochamada em “tribunal do crime” decretou execução; corpo nunca foi localizado

Muvuca Popular

0

Uma videochamada com lideranças de facção criminosa selou o destino de Marcos José Vieira Lima, conhecido como “Borel”. Submetido a um “salve” – espécie de punição interna aplicada por integrantes do grupo -, ele foi julgado em uma sessão clandestina de “tribunal do crime” e teve a execução decretada de forma remota. Meses depois, o corpo da vítima segue desaparecido.

O caso é alvo da segunda fase da Operação Midnight, deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ao todo, são cumpridas 14 ordens judiciais contra membros da facção investigados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver em São José do Xingu.

As ordens, expedidas pela Terceira Vara Criminal de Porto Alegre do Norte, incluem seis mandados de prisão –  três preventivas e três temporárias –  quatro de busca e apreensão domiciliar e quatro de afastamento de sigilo telefônico. Os mandados são executados em São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa.

Segundo as investigações, no dia 25 de agosto de 2025, a vítima foi atraída até uma residência que funcionava como ponto de apoio para faccionados, sob o pretexto de consumir entorpecentes. No local, foi submetida a torturas durante o chamado “salve”. Em seguida, por meio de uma videochamada com lideranças do grupo, foi realizado o julgamento informal que resultou na ordem de execução, sob a acusação de que teria “traído” um dos chefes locais da organização criminosa.

Após o assassinato, os executores transportaram o corpo em uma motocicleta até um local ainda desconhecido. Apesar das diligências realizadas desde a primeira fase da operação, deflagrada um dia após o crime, o cadáver jamais foi encontrado.

Mesmo sem a localização do corpo, a Polícia Civil afirma ter reunido elementos robustos para comprovar a materialidade do homicídio e identificar ao menos seis envolvidos na empreitada criminosa. O conjunto probatório inclui análises técnicas, relatos testemunhais, relatórios policiais e medidas cautelares autorizadas pela Justiça ao longo de cerca de seis meses de investigação.

Além do homicídio, os investigados também são apurados por práticas de assistencialismo com fins criminosos, como a distribuição de cestas básicas a famílias em situação de vulnerabilidade, estratégia que, segundo a apuração, era utilizada para fortalecer e expandir a influência da facção na região.

A Operação Midnight integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero, voltados ao enfrentamento das facções criminosas em Mato Grosso.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação