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POLÊMICA

Botelho acusa Dilmar de traição, cobra eleição na CCJ e nega saída da base

Kamila Araújo e Renato Ferreira

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirma que foi “traído” pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (União), após ter seu nome retirado da indicação para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Segundo ele, havia um pré-acordo para que fosse indicado pelo bloco, mas o compromisso não foi mantido.

De acordo com Botelho, o entendimento foi firmado entre os deputados e formalizado em ofício. No entanto, o documento teria sido alterado posteriormente para incluir o próprio Dilmar na disputa.

“Tínhamos um pré-combinado com todos os deputados de que eu seria indicado. Ele encaminhou o ofício e depois foi lá, pegou de volta e mudou, colocando o nome dele”, disse.

Além disso, o parlamentar questiona o fato de Dilmar ser colocado como presidente da Comissão. Isso, porque segundo ele, o Regimento Interno da Casa prevê eleição entre os membros indicados pelos blocos parlamentares após a instalação da comissão.

“O regimento diz que tem que instalar a comissão e fazer eleição, inclusive de forma secreta. Ele pode até ganhar, não tem problema, mas tem que passar pelo processo eleitoral”, afirmou.

Botelho informou que já acionou a presidência da Assembleia para que o rito seja seguido.

Saída do bloco e manutenção da base

O deputado também esclareceu que sua saída do bloco governista não representa rompimento com o Executivo estadual. Segundo ele, o desentendimento foi exclusivamente com Dilmar.

Ele destacou que parlamentares como Thiago Silva e Juca do Guaraná, ambos do MDB, estão no bloco liderado pela deputada Janaína Riva (MDB), mas continuam integrando a base do governo.

“Eu não estou na oposição. Saí do bloco por questão de desentendimento com o Dilmar, não com o governo. Minha relação com a base continua normal, menos com ele”, disse.

Ao ser questionado se se considera traído, foi direto: “Claro.”

Reviravolta nos bastidores da CCJR

A definição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso movimentou os bastidores nesta sexta-feira (27). Após ter sido excluído da formação inicial publicada no Diário Oficial Eletrônico, Botelho se articulou politicamente, deixou o bloco governista “Assembleia Forte e Democrática” e conseguiu retornar à principal comissão da Casa como membro titular.

A exclusão ocorreu durante a reorganização das comissões permanentes para 2026, que assegurou a presidência da CCJR ao líder do governo.

O bloco deixado por Botelho era liderado por Dilmar e composto por Paulo Araújo, Sebastião Rezende, Gilberto Cattani, Elizeu Nascimento e Faissal Calil.

Logo após a publicação oficial, Botelho passou a integrar o bloco “Movimento Democrático Brasileiro”, liderado por Janaina Riva, que também reúne Dr. João, Juca do Guaraná e Thiago Silva.

Como líder do bloco, Janaina indicou Botelho para ocupar uma vaga de membro titular na CCJR. Com isso, Thiago Silva foi deslocado para a suplência, abrindo espaço para o retorno do parlamentar.

Mesmo com a movimentação política, o governo manteve o comando da comissão com Dilmar Dal Bosco na presidência e Diego Guimarães na vice-presidência.

Nova composição da CCJR

Com a reorganização, a CCJR ficou composta da seguinte forma:

Presidente: Dilmar Dal Bosco (União Brasil)
Vice-presidente: Diego Guimarães (Republicanos)

Membros titulares:
• Eduardo Botelho (União Brasil)
• Júlio Campos
• Chico Guarnieri

Suplentes:
• Thiago Silva (MDB)
• Sebastião Rezende (União Brasil)
• Paulo Araújo (PP)
• Wilson Santos
• Janaina Riva (MDB)
• Dr. Eugênio

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