MESMO TRÂMITE
Russi nega irregularidades na CCJ e diz que rito seguiu modelo adotado em 2025
Kamila Arruda e Renato Ferreira
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que não houve qualquer irregularidade na formação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para 2026 e que o procedimento adotado seguiu exatamente o mesmo modelo aplicado no ano passado.
A declaração ocorre após o deputado Eduardo Botelho (União) questionar a condução da escolha da presidência da comissão, alegando que o Regimento Interno prevê eleição secreta entre os membros indicados pelos blocos parlamentares.
Segundo Russi, a indicação foi formalizada por meio de documento assinado pelos próprios integrantes da comissão. “Foram colhidas pelo menos três assinaturas dos membros indicando presidente e vice-presidente. As assinaturas são abertas, nominais, nada secreto”, explicou nesta segunda-feira (02).
O presidente destacou que o encaminhamento não partiu da Mesa Diretora, mas sim do líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco (União), repetindo o procedimento utilizado em 2025, quando, inclusive, o próprio Botelho foi escolhido presidente da CCJR pelo mesmo formato.
“Foi exatamente o mesmo rito do ano passado. O documento chegou com as assinaturas dos membros indicados pelos blocos, conferimos e fizemos a publicação”, afirmou Russi.
Ele acrescentou que, caso surja contestação formal sobre a validade das assinaturas, a presidência poderá verificar individualmente com os parlamentares antes de qualquer decisão.
Disputa nos bastidores
A controvérsia ganhou força após Botelho afirmar que teria sido retirado da indicação original do bloco governista e que houve mudança no ofício que tratava da composição da comissão. Ele também questiona a ausência de votação secreta para escolha do presidente.
Apesar do embate, a nova composição foi publicada mantendo Dilmar Dal Bosco na presidência e Diego Guimarães (Republicanos) na vice-presidência. Botelho, após deixar o bloco “Assembleia Forte e Democrática”, articulou ingresso no bloco liderado por Janaina Riva (MDB) e retornou à CCJR como membro titular.
Russi reforçou que, do ponto de vista administrativo, não houve descumprimento do Regimento. “Seguimos o rito normal, com indicação assinada pelos membros. Foi assim no ano passado e foi assim agora”, reiterou.



