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Gallo admite deixar a Sefaz e pode assumir Casa Civil ou virar suplente de Mauro ao Senado
Kamila Arruda e Renato Ferreira
O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, admitiu que pode deixar o comando da Sefaz ainda no final deste mês, em meio às movimentações políticas do grupo governista visando as eleições de 2026. Segundo ele, a saída é uma possibilidade dentro do processo de reorganização do governo caso o governador Mauro Mendes (União) deixe o cargo para disputar o Senado Federal.
A eventual mudança abriria espaço para uma série de realocações dentro da estrutura do Executivo estadual. Entre as hipóteses discutidas nos bastidores está a ida de Gallo para a Casa Civil, pasta atualmente comandada pelo deputado federal Fábio Garcia, que também deve deixar o cargo para tentar a reeleição à Câmara dos Deputados.
Questionado sobre a possibilidade de deixar a Secretaria de Fazenda até o final deste mês, Gallo confirmou que o cenário está em avaliação. “É possível. Não sei se é provável, mas é possível”, afirmou.
O secretário explicou que as mudanças dependem primeiro da eventual desincompatibilização de Mendes do governo para disputar o Senado. Caso isso ocorra, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiria o comando do Palácio Paiaguás, o que poderia desencadear uma série de alterações no primeiro escalão.
“Primeiro tem que acontecer o primeiro processo, que é a compatibilização do governador. Se ela acontecer e o governador Otaviano assumir, obviamente teremos algumas cadeiras no governo do Estado a serem realocadas”, disse.
Gallo citou que, além da possível saída de Mauro Mendes, outras mudanças devem ocorrer no secretariado devido às exigências legais para quem pretende disputar eleições, incluindo o próprio chefe da Casa Civil.
“Também haverá as incompatibilizações, inclusive a do próprio secretário-chefe da Casa Civil, o deputado Fábio Garcia”, pontuou.
Outra possibilidade cogitada nos bastidores é que Rogério Gallo integre a chapa de Mauro Mendes ao Senado como suplente. O secretário confirmou que a hipótese chegou a ser discutida dentro do grupo político, embora ainda não haja definição. “Foi cogitado. Na medida em que existem vagas, tudo é possível”, declarou.
Apesar das especulações sobre mudanças no governo e na formação de chapas eleitorais, Gallo afirmou que a prioridade do grupo político é clara para o próximo pleito. Segundo ele, o foco é garantir a eleição de Mauro Mendes ao Senado e a reeleição do vice-governador Otaviano Pivetta ao governo do Estado.
“O que nós temos como meta é eleger o governador Mauro como senador e reeleger o governador Otaviano Pivetta”, afirmou.



