SUSPEITA DE VENDA DE SENTENÇAS
Desembargador afastado tem casa nos EUA e empresa no nome da amante
Thalyta Amaral e Kamila Arruda
A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que afastou o desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), suspeito de vender sentenças, relembrou uma matéria de 2020 do site Congresso em Foco, que falava sobre o divórcio do magistrado, que acumulava, na época, um patrimônio de R$ 18 milhões, com direito a casa nos Estados Unidos e uma empresa em nome de uma amante.
As informações do processo de divórcio que constam na matéria mostram um patrimônio incompatível com o salário de desembargador, cerca de 360 vezes maior do que o valor líquido médio que o desembargador recebeu de salário em dezembro de 2017.
A matéria fala sobre a casa na Flórida, comprada por US$ 406,7 mil, o que equivale atualmente a R$ 2,1 milhões, sem considerar a valorização imobiliária nos últimos anos.
Outra afirmação feita no processo de divórcio pela ex-esposa Márcia Amâncio de Souza foi de que ele é o real proprietário da empresa M.S. Comércio de Pizzas e Massas Pré-Assadas, com sede em Cuiabá, apesar de não configurar oficialmente entre os sócios.
Segundo Márcia, a empresa em questão estava no nome de uma amante do desembargador e lucrava, em 2019, cerca de R$ 800 mil por mês.



