BASTIDORES DA ASSEMBLEIA
Com saída de Dilmar, Pivetta segura decisão sobre liderança do governo na ALMT: “não é nada urgente”
Kamila Arruda e Renato Ferreira
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que ainda não decidiu quem será o próximo líder do governo na Assembleia Legislativa (ALMT) e que a escolha só deverá ocorrer após a definição oficial das comissões parlamentares na Casa.
Segundo ele, o tema ainda não é prioridade e dependerá da reorganização interna do Legislativo e da decisão do atual líder, deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (União), que já anunciou que deixará a função.
“Nós vamos conversar sobre isso. É um tema que ainda não chegou a hora também. Vamos esperar organizar as comissões e o Dilmar tomar a decisão dele, depois a gente conversa sobre o assunto. Não é nada urgente”, afirmou.
A mudança na liderança do governo ocorre em meio a uma reorganização política tanto no Executivo quanto no Legislativo. Dilmar Dal’Bosco confirmou que pretende entregar o posto de líder do governo ainda neste mês para se dedicar á presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa.
De acordo com o parlamentar, a nova função exigirá maior dedicação aos trabalhos da comissão, considerada uma das mais importantes do Parlamento estadual.
Mudanças no governo
A escolha do novo líder também está ligada às mudanças previstas no Executivo estadual em função do calendário eleitoral. A expectativa é que o governador Mauro Mendes (União) deixe o cargo até o início de abril para disputar uma vaga no Senado Federal.
Com a eventual saída de Mendes, Otaviano Pivetta assumirá o comando do Palácio Paiaguás e passará a conduzir a articulação política do governo junto ao Legislativo.
Nesse cenário, caberá ao futuro governador indicar o deputado que ficará responsável por defender os projetos do Executivo e articular a base aliada dentro da Assembleia Legislativa.
A definição do novo líder é considerada estratégica, já que Pivetta também deverá disputar a reeleição ao governo do Estado nas eleições deste ano e precisará manter alinhamento político com os parlamentares durante o período eleitoral.



