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ÓDIO FEMININO

Suspeito de matar irmã em Cuiabá pode ser criminoso sexual em série, diz delegada

Kamila Arruda e Renato Ferreira

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A delegada Jéssica Assis, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o suspeito Marcos Pereira Soares, preso pelo assassinato da irmã, a adolescente Estefany Pereira Soares, de 17 anos, pode se enquadrar no perfil de criminoso sexual em série. A avaliação foi feita com base no comportamento do investigado e em novos elementos que surgiram durante a apuração do caso.

Segundo a delegada, a motivação do crime está ligada ao ódio e desprezo contra mulheres, o que caracteriza o feminicídio. “A motivação é ódio ao gênero. É desprezo ao feminino. Foi um feminicídio no sentido clássico do termo”, afirmou.

A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança que mostram o suspeito rondando um estúdio de manicure em Cuiabá horas depois do crime. Nas gravações, ele aparece em frente ao estabelecimento tentando contato com a proprietária.

O comportamento levantou suspeitas entre os investigadores. “Tudo leva a crer que o comportamento dele é muito denotativo de um criminoso sexual em série”, declarou a delegada.

Diante das imagens, a Polícia Civil deve intimar a empresária que aparece nas gravações para prestar depoimento. A investigação quer esclarecer se houve perseguição ou tentativa de crime contra a dignidade sexual.

“Nós vamos ouvir essa vítima para verificar se houve ao menos uma situação de perseguição ou até uma tentativa de violência sexual”, explicou.

Para a delegada, o histórico e as circunstâncias do caso indicam que o suspeito representa grave risco à sociedade. “É uma pessoa que precisa ser detida, precisa ser cerceada. Não tem condição nenhuma de viver em sociedade. É um perigo para mulheres, meninas e crianças”, disse.

Crime brutal

Marcos Pereira Soares foi preso suspeito de assassinar a própria irmã em Cuiabá. O corpo da adolescente Estefany Pereira Soares foi encontrado na noite de quarta-feira (11) em um córrego no bairro Três Barras.

A jovem estava desaparecida desde a tarde de terça-feira (10). Familiares passaram a desconfiar das versões apresentadas pelo suspeito sobre o paradeiro da adolescente e acionaram as autoridades.

O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação das imagens do suspeito rondando o estúdio de manicure na madrugada seguinte ao crime. Nas redes sociais, a proprietária do local, Luanny Santos, afirmou que interpretou o episódio como um “livramento”.

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