REPERCUSSÃO POLÍTICA
Vereadores de Cuiabá aprovam moção de repúdio contra Erika Hilton na Comissão da Mulher
Kamila Arruda
A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, durante sessão ordinária desta quinta-feira (12), uma moção de repúdio à eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A medida foi proposta pelo vereador Rafael Ranalli (PL) e gerou debate entre os parlamentares.
No total, 11 parlamentars se posicionaram favoreis a medida. Além do próprio Ranalli, ainda referendaram o repúdio a presidente da Casa de Leis Paula Calil (PL), e os Sargento Joelson (Podemos), Marcrean Santos (MDB), Cezinha Nascimento (União), Dilemário Alencar (União), Michelly Alencar (União), Tenente Coronel Dias (Cidadania), Dra. Mara (Podemos), Fellipe Corrêa (PL) e Marcus Brito Júnior (PV).
A vereadora Baixinha Giraldelli (SD) foi a única a votar contra a moção. Já Kássio Coelho (Podemos) e Maria Avalone (PSDB) se abstiveram da votação.
Ao defender a proposta no plenário, Ranalli argumentou que, na sua avaliação, a deputada não representa plenamente as mulheres brasileiras, e ainda disse que a escolha da parlamentar para comandar o colegiado seria uma afronta às mulheres.
O parlamentar também declarou que o Legislativo cuiabano deveria se posicionar politicamente sobre o tema, sustentando que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma mulher “que nasceu mulher”.
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), também se manifestou favoravelmente à moção. Ao justificar o voto, ela afirmou que o comando da comissão deveria estar nas mãos de uma mulher biológica, argumentando que experiências como gestação, maternidade e puerpério fazem parte da realidade vivida por mulheres.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados é responsável por analisar e discutir projetos relacionados à igualdade de gênero, combate à violência contra a mulher e políticas públicas voltadas à proteção e garantia de direitos femininos. A eleição de Erika Hilton para presidir o colegiado gerou repercussão por se tratar de uma mulher trans.



