CRIME BÁRBARO
Desaparecimento, corpo em córrego e prisão do irmão: a cronologia do assassinato de adolescente em Cuiabá
Nickolly Vilela
A morte da adolescente Estefany Pereira Soares, de 17 anos, encontrada dentro de um córrego na noite de quarta-feira (11), em Cuiabá, revelou uma sequência de acontecimentos que mobilizou a polícia e chocou moradores da capital. Horas após a localização do corpo, o principal suspeito do crime — o próprio irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, de 23 anos — foi preso.
A jovem estava desaparecida desde o dia anterior. A investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aponta que ela pode ter sido vítima de violência antes de morrer e ter o corpo jogado no córrego, na região do bairro Três Barras.
Segundo a polícia, o suspeito possui extensa ficha criminal e havia deixado a prisão poucos dias antes do crime.
VEJA A CRONOLOGIA DO CASO
Terça-feira (10) — desaparecimento
Estefany Pereira Soares saiu de casa e não retornou. Familiares começaram a procurar pela adolescente e a divulgar informações sobre o desaparecimento.
De acordo com as primeiras informações apuradas pela polícia, a jovem teria sido vista pela última vez na companhia do irmão, Marcos Pereira Soares.
Quarta-feira (11) — corpo encontrado em córrego
Na noite de quarta-feira (11), o corpo da adolescente foi localizado dentro de um córrego na região do bairro Três Barras, em Cuiabá.
Equipes da Polícia Militar e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas e confirmaram a morte da jovem no local.
Segundo informações preliminares da investigação, o corpo apresentava sinais de violência.
A suspeita inicial é que a vítima tenha sido agredida antes de morrer e depois tenha sido jogada no córrego.
Horas depois — prisão do principal suspeito
Ainda na noite de quarta-feira, policiais localizaram e prenderam Marcos Pereira Soares, irmão da vítima e principal suspeito do crime.
Ele foi encaminhado para a delegacia e passou a ser interrogado pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
Ao deixar a delegacia após a prisão, o suspeito negou participação no crime.
“Estou sendo acusado de algo que não cometi”, afirmou.
O que a investigação aponta
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime tenha ocorrido após a jovem ser levada pelo irmão até o local onde o corpo foi encontrado.
Também há indícios de violência sexual, hipótese que ainda depende de confirmação por exames periciais.
Segundo a delegada responsável pelo caso, o comportamento do suspeito chamou a atenção dos investigadores.
“Ele apresenta características de predador sexual”, afirmou a delegada durante as primeiras apurações.
A investigação busca esclarecer:
• a dinâmica do crime
• se houve estupro antes da morte
• e o que motivou o assassinato.
Histórico criminal do suspeito
Informações levantadas pela polícia indicam que Marcos Pereira Soares possui uma longa ficha criminal.
Entre os registros estão:
• condenação por homicídio
• investigação pela morte de uma tia
• crimes de roubo
• tráfico de drogas
• violência doméstica
• estupro de vulnerável.
Em um dos casos, ele foi condenado a mais de 17 anos de prisão pela morte de um vizinho.
Saída recente da prisão
Outro ponto que passou a ser investigado é o fato de que o suspeito havia saído da prisão poucos dias antes do crime.
A Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso abriu procedimento para apurar se houve falha no sistema judicial que permitiu a liberação do suspeito
Investigação continua
A Delegacia de Homicídios segue colhendo depoimentos e aguardando os resultados dos exames da Politec, que devem confirmar as circunstâncias da morte.
A polícia também trabalha para reconstruir os últimos momentos da adolescente antes do crime.
O caso segue sob investigação.



