FORÇA POLÍTICA
Mendes reconhece força de Bolsonaro e sinaliza apoio à Flavio na disputa presidencial
Kamila Arruda e Renato Ferreira
Mesmo diante da possibilidade de não dividir o mesmo palanque com o PL nas eleições deste ano em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (União) reafirmou que defende o apoio a um candidato da direita na disputa pela Presidência da República. O gestor também reconheceu a força política do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse ter simpatia pelo nome do senador Flávio Bolsonaro, mas evitou antecipar qualquer apoio para o pleito.
Segundo Mendes, o cenário eleitoral ainda é incerto e as definições devem ocorrer apenas após o encerramento do prazo de mudanças partidárias e a consolidação das candidaturas.
“Eu defendo que aqui em Mato Grosso a gente apoie um candidato ligado à direita. Historicamente, a população do Estado tem esse perfil, essa identidade ideológica”, afirmou.
O governador ponderou, no entanto, que ainda é cedo para cravar alianças ou palanques para a disputa presidencial.
“O cenário ainda está muito cedo para cravar o que deve ou não acontecer. Temos que esperar terminar o prazo regulamentar das mudanças partidárias, ver quem realmente será ou não candidato e, lá na frente, discutir isso com mais clareza”, disse.
Mendes também destacou que a formação de palanques múltiplos, quando grupos políticos destintos apoiam o mesmo candidato, é comum na política brasileira e pode voltar a ocorrer em Mato Grosso.
Paralelamente, o governador reconheceu a influência política do ex-presidente Jair Bolsonaro e a capacidade do líder conservador de transferir votos.
“Não tem como ninguém nesse país deixar de reconhecer isso. Bastou ele dizer que o filho dele seria candidato e ele já apareceu na frente nas pesquisas. Isso mostra a capacidade de liderança e de transferir votos”, avaliou.
Apesar de citar o senador Flávio Bolsonaro como um nome pelo qual tem simpatia no campo da direita, Mendes afirmou que prefere aguardar a definição do cenário eleitoral antes de manifestar apoio.
“Eu tenho simpatia por esse campo da política, mas vamos observar um pouco mais. Vamos ver como estaremos nos próximos meses”, concluiu.



