PRD É O CAMINHO
“Não quero ser coadjuvante”: Gilberto faz ‘conta política’ antes de decidir partido
Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira
O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo (União), deixou claro que não pretende entrar na disputa eleitoral apenas para “compor elenco” e revelou que avalia uma mudança partidária, com preferência atual pelo PRD, enquanto faz cálculos para aumentar suas chances de eleição.
Ainda filiado ao União Brasil, o secretário afirmou que vai usar até o limite do prazo legal para tomar uma decisão, em meio a convites de diferentes siglas. “Eu ainda estou filiado à União Brasil. Vou até o último dia nas análises, nas conjecturas para decidir. Existe uma possibilidade grande de eu migrar para o PRD, mas eu tenho convite de outros partidos, inclusive de permanecer na União Brasil, também convite do Republicanos, do PSDB”, disse.
Figueiredo deixou claro que o critério principal será a viabilidade eleitoral e não descartou mudanças de última hora, seguindo o movimento que já ocorre nos bastidores políticos.
“Nós estamos analisando para fazer a matemática correta, onde eu terei melhores condições, mais chance de eleição. Eu disse que eu não pretendo entrar nessa campanha para ser mais um coadjuvante”, afirmou.
Isso, porque na eleição passada o secretário permanceu no União Brasil e não conseguiu se eleger devido a grande densidade eleitoral dos parlamentares mandatário. Ele ficou como primeiro suplente e chegou a assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa por duas vezes na atual legislatura.
“Na eleição passada, o próprio União Brasil teve seis candidatos a menos do que poderia ter. Isso é um dos fatores pelo qual eu não tive êxito, mesmo tendo tido mais votos que 11 deputados que foram eleitos”, disparou.
Saída do governo já tem data
Figueiredo também confirmou que já alinhou sua saída da Secretaria de Saúde com o governador Mauro Mendes, mirando a disputa eleitoral. “Estou alinhando com o governador para o dia 31. Já comuniquei que pretendo deixar o cargo. Acho que é uma missão honrosa, cumpri quase sete anos com entregas substanciais na saúde”, disse.
Ele evitou antecipar o nome do substituto, reforçando que a decisão cabe exclusivamente ao governador. “Aquilo que é atribuição do governador, quem comunica é o governador. Eu não me antecipo nisso”, afirmou.
CPI da Saúde e clima eleitoral
Sobre a CPI da Saúde, o secretário minimizou o foco pessoal e afirmou que a investigação mira a gestão como um todo, não sua atuação individual. “O motivo da CPI não é investigar Gilberto Figueiredo, é investigar as ações realizadas pela Secretaria. Nós não temos nada a temer”, declarou.
Ele também reiterou que a comissão tem cunho eleitoral. “É óbvio que toda CPI tem um certo cunho político. Sempre tem os oportunistas querendo dar uma chamuscada numa gestão que é coroada de êxito”, finalizou.
Com a janela partidária em andamento e o xadrez político em ebulição, Figueiredo reforça que sua decisão será estratégica e que, desta vez, não pretende entrar na disputa apenas para cumprir tabela.



