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SEM IRREGULARIDADES

Mauro defende “travas” para barrar políticos em contratos públicos após caso Moretto

Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira

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O governador Mauro Mendes (União) defendeu a criação de regras mais rígidas para impedir que políticos tenham qualquer vínculo com contratos públicos, ao comentar a polêmica envolvendo o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos). Apesar disso, ele negou irregularidades no caso e classificou a situação como um “equívoco”.

A declaração foi dada em meio à repercussão de um vídeo em que Moretto aparece comentando resultados de licitações durante evento oficial, o que levantou suspeitas de possível interferência indevida em obras públicas.

Ao abordar o tema, Mauro Mendes foi além da defesa do caso específico e apontou a necessidade de mudanças na legislação. “Eu até acho que ninguém poderia, com um relacionamento assim, estar participando. Sou favorável a criar esse tipo de barreira”, afirmou.

O governador defendeu que a vedação seja ampla e alcance todos os Poderes. “Que valha para o Executivo, para o Judiciário, para o Ministério Público, para o Legislativo, que não possa ter nenhum vínculo direto com a administração pública”, completou.

Apesar da posição, Mendes ressaltou que, atualmente, a legislação brasileira não proíbe esse tipo de situação, o que limita a atuação do poder público. “A lei brasileira é que determina isso. Nós não podemos criar regras além da lei”, disse.

Sobre o episódio envolvendo o parlamentar, o governador negou qualquer interferência no processo licitatório e atribuiu a polêmica a uma interpretação equivocada. “Tenho absoluta certeza que não houve interferência. Houve um grande equívoco na comunicação, usando a boa-fé de quem recebeu a informação”, afirmou.

Segundo ele, o deputado fazia referência às obras liberadas na região e não à condução da licitação em si. “Ele comemorava obras que foram feitas. São três lotes. Eu mesmo não sabia disso, tanto que no vídeo apareço perguntando”, pontuou.

Mauro também destacou que o Estado realiza grande volume de licitações, o que impede acompanhamento detalhado de cada processo.

“Nós licitamos centenas de processos por mês. Nem quem trabalha diretamente nisso consegue acompanhar todos”, disse.

Transparência e investigação

O governador afirmou que vê com naturalidade a apuração do caso pelos órgãos de controle e reforçou a transparência dos processos.

“O Ministério Público vai investigar e eu fico feliz. Tem que investigar. As informações estão disponíveis na Sinfra e no portal da transparência”, declarou.

Ele ainda citou dados da concorrência para reforçar a legalidade do certame. “Participaram nove empresas e houve desconto de 16%. Nos outros lotes, os descontos foram até menores”, completou.

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