TUDO DENTRO DA LEGALIDADE
Secretário nega interferência política em licitações e rebate caso envolvendo Moretto
Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira
O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, negou qualquer interferência de deputados estaduais em licitações da Sinfra-MT e classificou como inadmissível a suspeita levantada após declarações do deputado Valmir Moretto (Republicanos) sobre obras em Pontes e Lacerda.
A manifestação ocorre após repercussão de um vídeo em que Moretto comenta, em tom de comemoração, o resultado de licitações do Hospital Regional do município, citando inclusive uma empresa ligada ao seu histórico empresarial.
Diante das suspeitas levantadas nas redes sociais, o secretário foi categórico ao afirmar que os processos da pasta seguem critérios técnicos e não sofrem influência política. “A Sinfra é totalmente republicana. Qualquer licitação não tem interferência de ninguém, não tem dedo de ninguém. Não admito nem pensar uma coisa dessa”, declarou.
Marcelo Oliveira também destacou que não participa diretamente dos processos licitatórios, reforçando a autonomia técnica da secretaria. “Eu não participo de processo licitatório. A Sinfra é o secretário e ninguém põe o bedelho lá para fazer nada em licitação”, afirmou.
Outro ponto enfatizado por ele é o modelo adotado pelo Estado, que utiliza plataformas digitais para garantir transparência e competitividade. “O processo licitatório da Sinfra não é presencial. Ele é feito de acordo com o site do Ministério do Planejamento. São todas licitações virtuais”, explicou.
Segundo o secretário, o formato eletrônico permite ampla concorrência entre empresas e impede favorecimentos. “As pessoas entram, tem disputa, tem leilão nas licitações da Sinfra”, completou.
A polêmica ganhou força após o deputado Valmir Moretto afirmar, durante evento oficial, que uma das obras licitadas seria de uma empresa que ele fundou. A declaração gerou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
Em nota, o parlamentar alegou que a fala foi um “vício de linguagem” e afirmou que não possui qualquer vínculo com a empresa desde 2018, antes de assumir o mandato.



