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Carros históricos de Senna e Fittipaldi vão a leilão em Mônaco
Globo Esporte
Por valores entre 500 mil e 2,8 milhões de euros (de cerca de R$ 3 milhões a R$ 17 milhões), fãs de automobilismo poderão adquirir dois carros históricos de Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi: a Toleman da estreia do tricampeão, em 1984, e a última Copersucar guiada pelo bicampeão em testes, em 1979. Os veículos serão leiloados nos dias 24 e 25 de abril, em Mônaco.
O lote da RM Sotheby’s inclui ainda outros carros de F1: a Ferrari 313 T3 de Gilles Villeneuve, de 1978, com a qual venceu o GP do Canadá; e a Ferrari 642 de Alain Prost, usada no início de 1991 e que lhe rendeu um pódio nos Estados Unidos.
A Toleman que será leiloada é o modelo TG183B, pilotado por Ayrton Senna e Johnny Cecotto no início de 1984. O valor de leilão da unidade pode chegar a 3,8 milhões de euros, equivalentes a R$ 23,1 milhões.
Foi com ela que o brasileiro estreou em casa, no GP do Brasil, mas abandonou por falha mecânica. Com o modelo, Senna completou apenas duas corridas, com dois sextos lugares – nos GPs da África do Sul e da Bélgica -, que renderam seus primeiros pontos na Fórmula 1.
Na época, o monoposto utilizava motor Hart; hoje, o carro conta com uma unidade parcialmente recondicionada. O projeto é de Rory Byrne, que mais tarde faria história com a Ferrari de Michael Schumacher no fim dos anos 1990 e início dos 2000.
O F6A de Fittipaldi, por sua vez, pode ser vendido por até 700 mil euros (cerca de R$ 4,2 milhões). O carro foi projetado pelo engenheiro Ralph Bellamy com motores Ford Cosworth para a equipe brasileira Copersucar, fundada pelo próprio Emerson e pelo irmão dele, o ex-piloto Wilson Fittipaldi Jr.
O modelo de número 19, que está disponível no pleito, foi guiado pelo também brasileiro Alex Dias Ribeiro; o piloto não conseguiu se classificar para os GPs do Canadá e Estados Unidos. Porém, Fittipaldi declarou tê-lo pilotado em testes para o time, além de já ter autografado o veículo.
Ao todo, a Copersucar disputou cinco temporadas na F1, estreando em 1975. Fittipaldi foi o piloto com mais corridas pela equipe brasileira – 60 no total -, somando 32 pontos. Em 1978, conquistou o único pódio do time: um segundo lugar em casa, no GP do Brasil, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
A empreitada marcou a história da F1 e do automobilismo brasileiro por ser a única equipe do país na categoria. O projeto chegou a contar com testes no túnel de vento da Embraer, fabricante nacional de aviões, em São Paulo. Em 1982, a equipe foi oficialmente encerrada por problemas financeiros, depois de correr com o nome da dupla de irmãos fundadores.



