FOI PESSOAL
Botelho minimiza crise e diz que Dilmar não deve deixar o União
Kamila Arruda
Depois de um embate público marcado por acusações duras, o deputado estadual Eduardo Botelho (União) adotou um tom mais conciliador ao comentar a relação com o colega Dilmar Dal Bosco (União) e a possibilidade dele deixar o União Brasil e se filiar em outra legenda para disputar a reeleição no pleito deste ano. Segundo ele, apesar do desgaste recente, não há indicativo de ruptura partidária.
“A minha discussão não tem nada a ver com o partido. A discussão do Dilmar comigo foi pessoal, não é uma discussão partidária”, disse Botelho.
A tensão entre os dois veio à tona durante a definição da composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, considerada estratégica dentro do Parlamento. Botelho ficou de fora da formação, o que, segundo ele, contrariou acordos previamente estabelecidos.
Na ocasião, o parlamentar chegou a subir o tom e fez críticas contundentes ao colega, colocando em dúvida a continuidade da relação política. Agora, no entanto, ele afirma que o episódio foi pontual e não envolve divergências dentro do partido.
De acordo com Botelho, o desentendimento teve caráter pessoal e não deve afetar a permanência de Dilmar na sigla. Ele avalia que a ameaça de saída foi fruto do momento de tensão e acredita que o assunto já está superado.
O deputado também destacou o peso político de Dilmar dentro do União Brasil, classificando-o como um nome importante para a formação da chapa proporcional nas próximas eleições.
“Se tivermos realmente uma chapa que seja competitiva, não vejo necessidade dele sair. E eu não acredito que ele vá sair”, afirmou Botelho.



