MARÇO AZUL
Câncer colorretal cresce entre jovens e reforça alerta para prevenção
Muvuca Popular
O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, segue entre os mais incidentes e letais no mundo e no Brasil, com crescimento de casos em pacientes mais jovens. Diante desse cenário, a campanha Março Azul reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da mudança de hábitos como estratégias fundamentais para reduzir a mortalidade da doença.
Globalmente, o câncer colorretal está entre os três tipos mais frequentes e figura como uma das principais causas de morte por câncer no mundo. No Brasil, são estimados cerca de 45 mil novos casos por ano. Em Mato Grosso, a incidência acompanha a tendência nacional de crescimento. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), MT deve registrar cerca de 1.000 a 1.100 novos casos de câncer colorretal por ano. Mantida essa tendência, a projeção para o biênio 2026–2027 é de aproximadamente 2.000 a 2.200 novos diagnósticos no estado, reforçando o avanço da doença e a necessidade de ampliar ações de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce.
Exames de rastreio e abordagem integrada
No Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, o cuidado ao paciente com câncer colorretal envolve uma abordagem integrada, desde a prevenção e rastreamento até o tratamento oncológico. Segundo o oncologista Dr. Eduardo Romero, a doença é considerada uma das mais evitáveis justamente por sua relação direta com o estilo de vida e pela possibilidade de identificação precoce.
“O câncer colorretal tem forte relação com hábitos de vida. Alimentação inflamatória, sedentarismo, álcool e tabagismo aumentam o risco, enquanto a colonoscopia permite identificar e retirar lesões pré-cancerígenas antes que evoluam”, explica o especialista.
A antecipação da idade de rastreio de 50 para 45 anos acompanha a mudança no perfil epidemiológico da doença. “Temos observado aumento de casos em pacientes mais jovens, o que motivou a revisão das diretrizes e reforça a necessidade de atenção precoce”, destaca Dr. Eduardo.
Apesar de poder ser silencioso no início, o câncer colorretal costuma apresentar sinais que não devem ser ignorados. Alterações no hábito intestinal, sangue nas fezes, fezes mais finas, dor abdominal, distensão e perda de peso sem causa aparente estão entre os principais alertas.
“Qualquer presença de sangue nas fezes deve ser investigada com urgência. Além disso, sintomas persistentes, mesmo em pessoas jovens, exigem avaliação médica”, alerta o médico oncologista do Hospital Santa Rosa.
A colonoscopia segue como principal exame para diagnóstico e prevenção. Além de detectar o câncer em fases iniciais, o procedimento permite identificar pólipos – lesões pré-cancerígenas – e removê-los no mesmo momento, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento da doença.
No Hospital Santa Rosa, o atendimento é estruturado para oferecer segurança e acolhimento ao paciente durante todo o processo. “Temos uma equipe médica e multiprofissional dedicada, que busca tornar o exame e o tratamento o mais confortável possível, com informação clara e acompanhamento contínuo”, afirma Dr. Romero.
Segundo o especialista, a adoção de hábitos saudáveis segue como uma das principais formas de prevenção da doença. A alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o abandono do tabagismo e do consumo excessivo de álcool, contribuem diretamente para a redução do risco da doença.
O tratamento do câncer colorretal varia conforme cada caso e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo.
No Hospital Santa Rosa, a cirurgia robótica também integra o arsenal terapêutico como alternativa minimamente invasiva, sendo indicada de forma individualizada. A unidade foi pioneira em Mato Grosso na realização desse tipo de procedimento, consolidando-se como referência em alta complexidade. Atualmente, apenas outros dois hospitais no estado dispõem dessa tecnologia — um da rede privada e outro público —, o que reforça o papel da instituição no atendimento a pacientes de diversas regiões, evitando a necessidade de deslocamento para outros centros fora de Mato Grosso.
Quando recebeu o robô, batizado de “Da Vinci”, a unidade passou por adequações estruturais para o pleno funcionamento do sistema. Para os pacientes, a novidade significa a possibilidade de ter perto de casa cirurgias menos invasivas, com incisões menores e mais seguras, menor risco de complicações e menor tempo de internação.
O Hospital Santa Rosa já realizou, desde 2023, quase 800 cirurgias robóticas. Atualmente, a unidade conta com 52 médicos ativos especializados em cirurgia robótica.


