MATEMÁTICA É O SEGREDO
Russi admite dificuldade para montar chapa de federal, mas mira 2 vagas na Câmara
Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira
O deputado estadual Max Russi, presidente do Podemos em Mato Grosso, admitiu que a montagem da chapa para deputado federal é “difícil” e exige “muito cálculo”, diante da necessidade de equilíbrio entre votos e nomes competitivos. O partido ainda não fechou a nominata e trabalha para eleger de um a dois parlamentares nas eleições deste ano.
Russi afirmou que a agremiação segue em fase de articulação e não descarta novas filiações até o fim do prazo legal, no próximo dia 4 de abril. Segundo ele, a legenda mantém as portas abertas, inclusive para nomes de peso, mas reconhece que o cenário é desafiador.
“Nós estamos formando a nossa chapa. Temos vários candidatos. Está completa? Ainda não. Temos prazo e até lá vamos fazer muita tratativa, muita conversa”, disse.
Entre os nomes já colocados na mesa, ele citou lideranças regionais e quadros do partido que devem compor a disputa. “Nós temos o pastor Ritelha, a Giza Barros aqui em Várzea Grande, a Calinca lá em Rondonópolis, o Fernando Gurgen no Araguaia, o Fred Murta. Enfim, estamos formando a nossa chapa”, pontuou.
O parlamentar reitera que a formação de uma chapa competitiva para deputado federal exige estratégia matemática e nomes com densidade eleitoral comprovada. “A conta de federal não é uma conta fácil. O coeficiente deve ficar entre 240 mil e 250 mil votos. Então são nove candidatos que precisam, em média, de mais de 25 mil votos cada”, explicou.
Segundo ele, a falta de desempenho de alguns candidatos pode comprometer toda a chapa. “Se você tiver candidato fazendo 2, 3 mil votos, você precisa de outro com 60 mil para compensar. Isso pode matar a chapa e impedir de eleger alguém”, alertou.
O parlamentar citou experiências de eleições anteriores para reforçar o risco de erros na montagem. “Já vimos candidato que esperávamos 30, 40 mil votos e terminou com 3 mil. Isso compromete todo o projeto”, disse.
Desafio maior
Outro ponto sensível, segundo Russi, é a dificuldade de atrair candidaturas femininas competitivas, diante das exigências legais. “É mais difícil você arrumar mulheres para disputar eleição federal. Você tem nomes fortes, mas não consegue montar quantidade com bom desempenho eleitoral”, destacou.
Diante do cenário, o presidente do Podemos afirma que o foco é fechar uma chapa equilibrada, com nomes capazes de alcançar pelo menos 20 mil votos cada. “Esses nove nomes têm que ser muito analisados, muito pensados. Precisam ser candidatos que realmente performem. Estamos atentos e discutindo muito para formar uma chapa forte”, concluiu.



