CASO ESTEFANE
Suspeita reconhece macacão usado para matar adolescente e admite que mentiu à polícia
Nickolly Vilela
A investigação sobre a morte da adolescente Estefane Pereira Soares, de 17 anos, ganhou novos desdobramentos com o depoimento de Mariane Mara da Silva, de 36 anos, presa nesta quinta-feira (26), em Cuiabá, suspeita de participação no crime. Ela é esposa de Marcos Pereira Soares, autor confesso do assassinato e irmão da vítima.
De acordo com o documento policial, durante o interrogatório, Mariane reconheceu uma peça de roupa encontrada na necropsia de Estefane — um macacão que estava enrolado no pescoço da vítima. Segundo ela, a vestimenta era de sua propriedade e ficava em sua residência, no bairro Três Barras, mesmo local onde o crime ocorreu.
Ainda conforme o depoimento, a polícia realizou uma acareação entre Mariane e Marcos para esclarecer contradições nos relatos. Após o procedimento, a suspeita pediu para falar reservadamente com a autoridade policial e admitiu ter omitido informações relevantes.
Entre os pontos reconhecidos, Mariane confirmou que Estefane teria entrado em contato com ela por meio de um celular por volta do dia 7 de março. Na ocasião, segundo o relato, a suspeita teria ofendido a adolescente, chamando-a de “vagabunda” em conversa com Marcos.
Ela também admitiu que, na tarde do dia 10 de março — data do crime —, seguiu Marcos até o local utilizando um carro por aplicativo (Uber), versão que já havia sido apresentada por ele, mas negada anteriormente por ela durante a acareação.
11 de março, no bairro Morada da Serra, em Cuiabá. O corpo estava submerso em um córrego. O irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, foi preso em flagrante e responde por feminicídio, além de suspeita de estupro.
Com o avanço das investigações, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou indícios de que Mariane Mara da Silva teria contribuído para o crime, o que levou à decretação de sua prisão temporária pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados à suspeita.


